Ações de chinesa CATL caem 9% após emissão no valor de 4.268 milhões de euros
A CATL, maior fabricante mundial de baterias, caiu hoje mais de 9% em bolsa após anunciar uma colocação privada de ações de cerca de 5.000 milhões de dólares (4.268 milhões de euros) para expandir o negócio de energias renováveis.
Os títulos chegaram a recuar 9,11% no início da sessão em Hong Kong, embora tenham atenuado as perdas para cerca de 7,55% por volta das 11:00 locais (04:00 em Lisboa). Em Shenzhen, onde também está cotada, a descida foi mais moderada, até 2,73%.
Em comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, a empresa indicou que irá emitir cerca de 62,4 milhões de ações, equivalentes a 28,6% das negociadas em Hong Kong ou a 1,4% do total, a um preço de 628,2 dólares de Hong Kong (68 euros) por unidade, com um desconto de 6,93% face ao fecho anterior.
A operação deverá gerar cerca de 39.190 milhões de dólares de Hong Kong (4.268 milhões de euros), que serão destinados a projetos globais de energias renováveis, iniciativas de neutralidade carbónica e investimento em investigação e desenvolvimento.
Segundo a empresa, o objetivo é "acelerar a implementação da estratégia global de carbono zero" e apoiar o crescimento sustentável a longo prazo.
Com sede em Ningde, no sudeste da China, a CATL procura "aproveitar as oportunidades da transição energética" para consolidar a liderança num setor impulsionado pela expansão das renováveis e pela crescente eletrificação global.
O anúncio surge num contexto de renovado interesse por tecnologias `verdes` chinesas, como painéis solares, baterias e veículos elétricos, beneficiando da subida dos preços do petróleo e do gás devido ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irão.
A crise levou a um bloqueio `de facto` do estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás consumidos a nível mundial, afetando sobretudo os países asiáticos.
Em março, as exportações chinesas de produtos ligados à energia solar, baterias e veículos elétricos aumentaram 70% em termos homólogos e 38% face ao mês anterior.