Acordo entre a Galp e a Moeve previsto para o segundo semestre
O acordo entre a Galp e a espanhola Moeve para fusão dos negócios de refinação e comercialização deverá está concluído no segundo semestre deste ano, adiantou hoje a petrolífera portuguesa.
Num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dar conta da atualização dos dados operacionais do segundo trimestre, a Galp indicou que "as discussões com os acionistas da Moeve continuam a avançar de forma construtiva, mantendo-se todas as partes empenhadas em avançar com uma transação que criaria um valor estratégico e financeiro significativo".
Segundo o grupo, "dada a dimensão da integração proposta, prevê-se agora que um eventual acordo seja assinado durante o segundo semestre de 2026".
A empresa assegurou que o seu foco "continua a ser garantir que qualquer transação crie valor a longo prazo para todas as suas partes interessadas", bem como "proporcione o quadro financeiro, de governação e operacional adequado para os negócios combinados".
O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, `trading` e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).
Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da espanhola Moeve.
Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.