Agência EFE quer "novos mercados e novos produtos" para reforçar competitividade no setor - Presidente

Agência EFE quer "novos mercados e novos produtos" para reforçar competitividade no setor - Presidente

Lisboa, 27 set (Lusa) - O presidente da agência de notícias EFE mostrou-se hoje preocupado com a crise que o setor dos media atravessa, tendo defendido a procura de "novos mercados e novos produtos" para o reforço de "competitividade" na área.

Lusa /

"Creio que o mercado [dos media] está muito parecido em quase todos os países do sul da Europa. Em Espanha o mercado está mal porque sucede a confluência de uma crise tripla: a económica, do mercado publicitário, e dos meios", disse José Antonio Vera agência Lusa.

O responsável falava à margem de uma conferência da EANA (Aliança das Agências de Notícias Europeias), organizada em Lisboa pela Lusa e que juntou na capital portuguesa um total de 70 delegados de agências noticiosas, entre presidentes, administradores e diretores de informação.

Falando no caso concreto da EFE, José Antonio Vera lembrou a necessidade da agência se "adaptar" à atual situação económica em Espanha, que resultou no corte salarial dos trabalhadores, por exemplo.

"Temos um importante contrato programa com o Estado [espanhol] que se reduziu de forma considerável", sublinhou, declarando que a redução do financiamento está a ser combatida na agência com "cortes muito duros nos gastos correntes" e com um acordo com "todos os representantes e sindicatos" para a redução da massa salarial da empresa por um período de quatro anos que resultará num corte salarial global de 28 por cento.

"O mais importante é que tal [corte salarial] foi feito sem nenhum despedimento. Salvaguardámos os postos de trabalho, o que creio que num momento como este é muito importante", considerou o presidente da EFE.

José Antonio Vera saudou também a relação "historicamente magnífica" com a Lusa, "agência irmã" da EFE num "mercado de grande competitividade".

O presidente da empresa espanhola acentuou também o interesse em "manter, avançar e explorar" a relação com a Lusa para "duas agências tão próximas" fazerem juntas "mais coisas no futuro".

José Antonio Vera foi designado em março como novo presidente da agência EFE, substituindo Alex Grijelmo, informou a Sociedade Estatal de Participações Industriais (SEPI).

Vera integra a EFE vindo do diário conservador La Razón, do qual foi diretor entre os anos 2000 e 2005 e onde era diretor de publicações.

Fundada em 1939 e 100 por cento de capital público, a EFE é a quarta maior agência de notícias do mundo e a primeira em língua espanhola, empregando mais de três mil profissionais de 60 nacionalidades.

Produz anualmente cerca de três milhões de notícias que vende a dois mil meios de comunicação em todo o mundo.

Desde 2001 tem um serviço em língua portuguesa que se soma aos existentes em línguas como o árabe ou o inglês.

Em paralelo com a conferência da EANA, a Lusa, que este ano assinala o 25.º aniversário, organizou também na capital portuguesa um encontro da Aliança das Agências de Informação de Língua Portuguesa (ALP).

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