AIG garante as apólices dos clientes
Nova Iorque, 17 Set (Lusa) - A seguradora norte-americana AIG, ameaçada de falência, assegurou terça-feira que as apólices dos seus clientes não foram afectadas pela crise de liquidez que o grupo atravessa.
"As actividades de seguros de vida, de seguro geral e de reforma, incluindo na Ásia, continuam a funcionar normalmente e continuam convenientemente capitalizadas e capazes de honrar as suas obrigações para com os seus segurados", indicou a AIG num comunicado.
"A AIG continua a procurar os meios para aumentar a sua liquidez a curto prazo na casa-mãe. Estes projectos não incluem a redução do capital das filiais", prosseguiu.
A seguradora vai levantar de urgência 75 mil milhões de dólares para poder honrar os seus compromissos.
Foi autorizada segunda-feira pelo Estado de Nova Iorque a pedir emprestado 20 mil milhões de dólares às suas filiais para prosseguir as suas actividades.
A AIG tem 74 milhões de clientes no total, na maioria norte-americanos. O grupo emprega 116.000 pessoas em 130 países, designadamente Portugal.
O Instituto de Seguros de Portugal (ISP) garantiu terça-feira que estão cobertas as responsabilidades assumidas pela AIG em Portugal, através das apólices de seguros que a empresa detém no mercado português.
"O conjunto das suas responsabilidades resultantes das apólices celebradas em Portugal está devidamente salvaguardado por activos localizados em território nacional", assegurou em comunicado o regulador do mercado de seguros.
O ISP acrescenta que "a sucursal dispõe ainda de fundos próprios suficientes para cobertura da margem de solvência exigida legalmente".
O comunicado do ISP surge na sequência dos receios de uma possível falência da maior seguradora norte-americana, que tem presença em Portugal desde 1985 onde detém mais de 40 mil apólices.
A seguradora AIG tem apenas um dia para encontrar cerca de 80 mil milhões de dólares ou entrará em falência, disse terça-feira o governador de Nova Iorque, David Paterson.
"Penso que a AIG tem um dia... Estamos num momento em que se perceberá se a empresa conseguirá encontrar uma solução. Penso que precisam de 75 a 80 mil milhões de dólares", disse David Paterson.
A possível falência da maior seguradora norte-americana pode acentuar a crise financeira global, defendem os analistas.
TM/MMO.
Lusa/Fim