Air France-KLM admite discutir mudança de nome do grupo mas garante que ainda não há decisão

Air France-KLM admite discutir mudança de nome do grupo mas garante que ainda não há decisão

A Air France-KLM admitiu à Lusa que é "lógico" discutir a alteração do nome do grupo, numa altura em que pretende integrar novas marcas, mas garantiu que ainda não foi tomada qualquer decisão.

Lusa /

A posição surge depois de o jornal neerlandês De Telegraaf ter avançado que o grupo, que está na corrida pela privatização da TAP, planeia alterar a designação, deixando cair as referências às duas companhias aéreas que se fundiram em 2004, Air France e KLM.

"É lógico ter essa discussão, tendo em conta que pretendemos acrescentar novas marcas ao grupo. O nome atual reflete apenas as nossas duas marcas históricas", disse fonte oficial da Air France-KLM à Lusa.

A mesma fonte sublinhou, contudo, que "neste momento, não foi tomada qualquer decisão".

Segundo a Air France-KLM, a questão do nome do grupo já tinha sido colocada em julho de 2025, quando foi anunciado o projeto para aumentar a participação na Scandinavian Airlines (SAS) para 60,5%.

O De Telegraaf, citado pelo Jornal de Negócios, avançou que o presidente executivo do grupo, Ben Smith, decidiu que, com a entrada de novas companhias no universo da Air France-KLM, o nome deveria deixar de fazer referência às duas transportadoras históricas.

De acordo com o jornal neerlandês, a eventual mudança estará a causar desconforto entre responsáveis da KLM, que veem a identidade neerlandesa da companhia como uma questão fundamental.

A Air France-KLM espera concluir até ao final deste ano o reforço da posição na SAS, de 19,9% para 60,5%, operação que ainda depende de aprovações dos reguladores.

Este processo decorre em paralelo com a corrida à privatização parcial da TAP, na qual a Air France-KLM apresentou uma proposta não vinculativa e está a preparar a oferta final.

Além do grupo franco-neerlandês, também a alemã Lufthansa apresentou uma proposta não vinculativa pela TAP.

A IAG, dona da British Airways e da Iberia, que também tinha manifestado interesse no processo, acabou por não avançar com uma proposta formal, considerando que a operação "não seria do melhor interesse" dos seus acionistas.

O Governo quer alienar até 49,9% do capital da companhia, dos quais 44,9% a um investidor de referência e até 5% reservados a trabalhadores, num processo em que serão tidos em conta o preço, o plano industrial, a conectividade e a capacidade financeira do comprador.

O executivo espera concluir a alienação este ano, admitindo tomar uma decisão sobre o comprador em Conselho de Ministros no final de agosto.

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