Aldeamento turístico com 132 moradias vai "nascer" em Montemor-o-Novo
Um novo aldeamento turístico de cinco estrelas, com 132 moradias, vai "nascer" no concelho de Montemor-o-Novo, num investimento de 45 milhões de euros, cujas obras deverão arrancar em 2008, revelou fonte da empresa promotora.
O empreendimento, promovido pela empresa Sousa Cunhal Turismo, está projectado para a Herdade das Valadas, na freguesia de Nossa Senhora da Vila, naquele concelho alentejano.
O projecto já conta com pedido de informação prévia aprovado pela Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, com pareceres favoráveis quanto à localização pela Direcção-Geral do Turismo (DGT) e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).
A consulta pública da Avaliação de Impacte Ambiental começou esta semana e prolonga-se durante 30 dias, devendo a Declaração de Impacte Ambiental ser emitida até 26 de Outubro.
Depois desse processo terminar, explicou hoje à agência Lusa o vice-presidente da autarquia de Montemor-o-Novo, António Danado, o projecto terá de ser licenciado pelo município.
"Tratam-se de investidores ligados ao concelho e é um projecto com bastante interesse para Montemor-o-Novo, muito importante para a dinamização turística. Mas teremos ainda que aguardar a conclusão de todos os procedimentos legais a seguir", acrescentou.
O Aldeamento Turístico das Valadas, de acordo com o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) consultado pela agência Lusa, prevê um total de 555 camas turísticas, repartidas por 132 moradias, 62 das quais "villas" individuais, com tipologias V3 a V5.
Quanto às restantes 70 unidades turísticas, duas dezenas serão individuais com serviço hoteleiro associado, tendo tipologias V2 e V3, e meia centena serão moradias geminadas T2.
"Uma parte das unidades turísticas será alienada, como permite o regime jurídico dos aldeamentos turísticos, sendo as outras objecto de exploração turística", revelou fonte da empresa, contactada pela Lusa.
O investimento ronda os 45 milhões de euros e, além do alojamento, o aldeamento turístico vai incluir spa, lago artificial, duas piscinas ecológicas, restaurante, heliporto, espaços verdes, pomares de citrinos, uma área de vinha com cerca de nove hectares e uma pequena adega.
"A partir da vinha que vai existir no aldeamento, as pessoas vão poder fazer o seu próprio vinho na adega, com o apoio de um enólogo", disse o mesmo responsável.
O empreendimento vai ser gerido em parceria com o Grupo Lágrimas e o projecto é da responsabilidade de cinco arquitectos, três deles portugueses (José Paulo dos Santos, João Carrilho da Graça e a empresa de arquitectura Promontório) e dois estrangeiros (Peter Maekly e Sergisson Bates).
Procurando reinterpretar os elementos da arquitectura tradicional alentejana, o empreendimento irá também apostar na "qualificação ambiental", disse a mesma fonte, referindo que as casas terão construção bioclimática e serão equipadas com energia solar para aquecimento de águas.
"O empreendimento vai ser um dos primeiros em Portugal com a construção certificada por uma norma ambiental inglesa e a sua gestão também estará certificada ambientalmente e em termos de turismo sustentável", afirmou o mesmo responsável da Sousa Cunhal Turismo.
Os promotores esperam arrancar com as obras já no próximo ano, sendo construídas, numa primeira fase, 70 unidades turísticas: "Depois, depende do mercado, mas esperamos que a construção das restantes seja rápida", disse a fonte.