ANA entregou relatório ambiental ao Governo

A ANA/Vinci Airports entregou hoje o Estudo de Impacte Ambiental (fase 1) do novo aeroporto Luís de Camões ao Governo, cumprindo o calendário no âmbito da candidatura da concessionária.

Lusa /

A concessionária dos aeroportos nacionais sublinhou que entregou o documento "nos termos dos prazos definidos pelo concedente e contrato de concessão".

"Este estudo resulta de um trabalho aprofundado, desenvolvido ao longo de um ano por mais de 60 técnicos altamente especializados, e que incide sobre as diversas temáticas ambientais, como recursos hídricos, ruído, sistemas ecológicos, qualidade do ar e saúde das populações", pode ler-se na nota divulgada.

"Para além do trabalho de campo foram, ainda, consultadas entidades públicas e privadas", acrescentou a ANA/Vinci Airports, que não divulgou o relatório.

Em julho, a ANA tinha entregado ao Governo o Relatório da Consulta aos interessados no futuro Aeroporto Luís de Camões, no Campo de Tiro de Alcochete, o primeiro no âmbito da candidatura da concessionária.

O próximo passo previsto no processo de candidatura era a entrega do Relatório Ambiental, em janeiro.

O Governo informou a ANA, em meados de janeiro de 2025, que pretende que a concessionária avance com a candidatura ao novo aeroporto.

Após esta indicação, a ANA tem 36 meses (três anos) para apresentar a candidatura completa, segundo o contrato de concessão.

O processo de candidatura prevê a entrega de quatro relatórios intercalares e um relatório final.

O relatório inicial entregue pela ANA ao Governo em 17 de dezembro de 2024 previa um custo de 8,5 mil milhões de euros, dos quais 7 mil milhões financiados através da emissão de dívida, e a abertura em meados de 2037, ou, com otimizações ao cronograma a negociar com o Governo, no final de 2036.

Naquele documento, a concessionária propôs alargar o prazo da atual concessão por mais 30 anos e aumentar as taxas aeroportuárias progressivamente até 2030 para financiar o novo aeroporto de Lisboa.

O atual contrato em vigor, assinado em 2012, prevê a concessão por 50 anos. Caso esta proposta avance, o prazo seria alargado até 2092.

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