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APIFARMA: Mais tarde ou mais cedo os preços dos medicamentos vão ter de aumentar por causa da inflação e da pressão dos EUA

APIFARMA: Mais tarde ou mais cedo os preços dos medicamentos vão ter de aumentar por causa da inflação e da pressão dos EUA

A afirmação é de João Almeida Lopes, presidente da APIFARMA, no programa Conversa Capital da RTP Antena 1 e do Jornal de Negócios.

RTP Antena 1 /

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Segundo o responsável da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica já se sente o impacto no preço dos transportes, a que se junta o aumento de custos com plásticos, vidros e alumínios que são fundamentais para esta indústria. Acresce a este facto o impacto das tarifas de Trump e a pressão política para que os preços europeus subam de forma a aproximarem-se dos americanos


Sobre eventuais roturas de abastecimento, João Almeida Lopes considera que é uma situação que tem de ser acautelada. Admite que possa acontecer pontualmente. E com isto, segundo João Almeida Lopes, "os reguladores vão ter de admitir mexidas nos preços mais rapidamente para evitar desabastecimento".

O presidente da APIFARMA diz que a maior preocupação neste momento são os custos de transportes e de energia e considera que o Governo português devia olhar para o exemplo de Espanha. Segundo João Almeida Lopes o medicamento integra uma cadeia crítica de abastecimento e por isso a distribuição devia ser apoiada.


O presidente da APIFARMA considera positivo o anúncio feito pela ministra de um reforço de 1.230 milhões para as ULS e Institutos de Oncologia para pagamento de dívidas a fornecedores, admitindo que cerca de 50 a 60 por cento desse valor seja para pagamentos à indústria. Sendo que a divida total do Estado à indústria farmacêutica ascende aos 800 milhões de euros. Ainda assim, o sector regista um comportamento positivo com as exportações a ultrapassarem os 5 mil milhões de euros.
Na Saúde tem havido demasiada ideologia e pouca gestãoO presidente da APIFARMA saúda a intenção do Presidente da República da criação de um Pacto para a Saúde, até porque, considera que tem havido "demasiada ideologia e pouca gestão". Exemplo da deficiência nessa gestão é o CEO para a saúde, que João Almeida Lopes considera que não está a cumprir a função que devia assumir, de estar na primeira linha do impacto das notícias do dia a dia: "A ministra acaba por fazer o papel do CEO que não devia fazer".

APA é o maior bloqueador do desenvolvimento empresarial e industrial em PortugalA APIFARMA está a equacionar entregar ao governo a gestão de resíduos de medicamentos e embalagens, um sistema criado pela indústria há 25 anos através da Valormed. João Almeida Lopes rejeita a licença que foi concedida para a gestão de material como seringas, canetas injetáveis e agulhas - que as pessoas usam em casa - nos termos impostos pela APA. Em causa estão as metas que a Agência Portuguesa do Ambiente impõe e que o presidente da APIFARMA diz serem impossíveis de alcançar e as consequentes multas que daí resultam. João Almeida Lopes diz que a APA é o "maior bloqueador do desenvolvimento empresarial e industrial em Portugal".


Acresce ao descontentamento da APIFARMA a pretensão da APA de entregar à indústria farmacêutica a recolha de medicamentos e outros materiais nos veterinários no âmbito de uma licença para criar uma sociedade para gerir resíduos. "Vão ficar com a licença", diz.


Uma entrevista dada ao programa Conversa Capital, com os jornalistas Rosário Lira e Hugo Neutel, que pode ouvir na integra este domingo depois do noticiário das 13h00.

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