Areva fechou contrato para construção de centrais nuclerares na China, EDF espera fazer o mesmo em semanas
O grupo francês Areva fechou um contrato para a construção de duas centrais nucleares na China e o seu abastecimento de combustível, ao qual se poderá juntar outro nas próximas semanas do grupo também estatal Electricité de France (EDF).
"Estamos a discutir com as autoridades chinesas e com o nosso sócio, o grupo China Guangdong Nuclear Power Corporation (CGNPC)", sobre "várias centrais nucleares" no gigante asiático, explicou hoje o director-geral adjunto responsável pela actividade internacional da EDF.
Gérard Wolf, que participava numa reunião de directores de empresas e responsáveis governamentais do sector do gás, manifestou-se confiante de que concluirá "um acordo ao mesmo tempo" que os outros actores franceses do sector.
O responsável aludia assim ao objectivo de formalizar o compromisso com o grupo de Areva, durante a visita oficial que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tem programada para a China a 25 de Novembro.
A publicação francesa "Les Echos" revelou hoje que o grupo Areva concluiu a negociação de um contrato no montante global de mais de cinco mil milhões de euros com a CGNPC, que se divide em duas partes.
A primeira, que ronda os 3.500/4.000 milhões de euros, diz respeito à construção de dois reactores atómicos de terceira geração EPR na província de Guangdong, à semelhança dos dois pioneiros que estão a ser construídos na Finlândia e na França.
A CGNPC quis entretanto acrescentar outro capítulo que responsabiliza a Areva pelo abastecimento de urânio enriquecido durante mais de 20 anos para que essas centrais possam funcionar, o que representará entre 1.500 e 2.000 milhões de euros.
No que respeita à EDF, o seu papel consistirá na entrada da eléctrica francesa na filial que a CGNPC vai criar para a exportação dos dois reactores EPR - que serão construídos em Taishan, perto de Hong Kong - com uma participação que poderá ser superior a 25 por cento.
O interesse da EDF é que esse contrato seja uma porta aberta para outros acordos, em particular com o seu envolvimento em outros quatro reactores de tecnologia chinesa que estão planeados para Yangjiang.