Assembleia-geral para definir extinção da sociedade adiada para 10 de janeiro
Barreiro, 03 jan (Lusa) - A assembleia-geral para definir a extinção da Sociedade Arco Ribeirinho Sul, bem como o prazo para a sua liquidação, foi hoje adiada para o dia 10 de janeiro, disse à Lusa o presidente, Fonseca Ferreira.
"A assembleia-geral prevista para hoje foi adiada, por iniciativa do Ministério das Finanças. A nova assembleia está agora marcada para o dia 10 de janeiro", disse.
A Sociedade Arco Ribeirinho Sul tem, até ao momento, a responsabilidade da gestão e coordenação do projeto com o mesmo nome, que integra a revitalização de antigas áreas industriais, na Margueira (Almada), na Quimiparque (Barreiro) e nos terrenos da Siderurgia Nacional (Seixal), num total de 912 hectares de território.
A constituição da sociedade anónima Arco Ribeirinho Sul foi publicada em Diário da República no dia 08 de setembro de 2009, mas a empresa só foi constituída a 14 de abril de 2010 e as condições de operacionalidade só ficaram concluídas no dia 01 de setembro desse mesmo ano.
Em agosto de 2011, a ministra do Ambiente, Assunção Cristas, anunciou que a sociedade iria ser extinta.
Fonte do Ministério do Ambiente referiu à Lusa que, apesar da anunciada extinção da sociedade, o projeto do Arco Ribeirinho Sul se mantém "na medida em que existam meios financeiros e interesse de privados no seu desenvolvimento".
"Com a dissolução da sociedade Arco Ribeirinho Sul, que se admite vir a ocorrer até ao final do próximo mês, a responsabilidade de promoção e desenvolvimento do projeto regressa aos respetivos proprietários", refere, numa resposta enviada à Lusa.
No entanto, vai ser criada uma comissão, não remunerada, para acompanhar a execução do projeto, para promover e assegurar a articulação das diversas entidades relevantes para a execução de projetos.
"A constituição daquela comissão assegura a manutenção das condições para o desenvolvimento do Projeto do Arco Ribeirinho Sul", concluiu.
Assim, será a Baía do Tejo S.A, empresa pública criada em outubro de 2009, a assumir a responsabilidade sobre o projeto do Arco Ribeirinho Sul.
A Baía do Tejo é uma empresa que resultou da fusão por incorporação da SNESGES - Administração e Gestão de Imóveis e Prestação de Serviços, SA e da URBINDÚSTRIA - Sociedade de Urbanização e Infra-estruturação de Imóveis, SA na QUIMIPARQUE - Parques Empresariais, SA.
Aquelas duas empresas (SNESGES e URBINDÚSTRIA) geriam as áreas da antiga Siderurgia Nacional no Seixal e do Parque Industrial do Seixal, enquanto a Quimiparque, por sua vez, geria o Parque Empresarial do Barreiro e o Parque Empresarial de Estarreja.
Mais tarde, com a extinção do Fundo Margueira Capital, que geria os terrenos da antiga Lisnave, em Almada, a Baía do Tejo integrou também estes terrenos.