Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova defende extensão do metrobus
A Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, aprovou hoje, em sessão ordinária, uma moção através da qual reivindica a extensão do sistema de metrobus de Coimbra até aquele concelho, informou o município.
Num comunicado enviado à agência Lusa, o Município de Condeixa-a-Nova disse que a iniciativa "sublinha a urgência de dotar a região de uma solução de mobilidade moderna, sustentável e eficiente, capaz de responder ao elevado fluxo pendular" de trabalhadores, estudantes e utentes de serviços.
"O documento fundamenta a pretensão na forte ligação económica e social entre os municípios de Coimbra e Condeixa, alertando que a atual dependência do transporte individual prejudica a qualidade de vida e aumenta a emissão de gases com efeito de estufa", lê-se na nota de imprensa.
A extensão do projeto "é vista como uma peça fundamental para o cumprimento das metas de descarbonização e para o reforço da coesão territorial".
"Atualmente, a ausência de uma ligação estruturada de transporte público rápido é considerada uma lacuna crítica no sistema de mobilidade da região".
O município salientou que, de acordo com o estudo realizado para a expansão do projeto, a ligação do metrobus a Condeixa-a-Nova é a que terá o maior nível de utilização e também a que dará maior viabilidade económico-financeira à operação, estimando-se que o serviço venha a ser utilizado por 4.000 passageiros por dia.
"Esta extensão permitiria ainda aumentar a competitividade do concelho de Condeixa-a-Nova, potenciando a fixação de novas empresas e famílias", disse.
A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) aprovou, no dia 21, no Conselho Intermunicipal, a decisão de pedir ao Governo que avance com a elaboração de projetos de execução da expansão do metrobus na ligação a Condeixa-a-Nova e Cantanhede e Mealhada.
Em 2022, um estudo encomendado pela CIMRC para a expansão do metrobus concluiu que as ligações a Cantanhede e Condeixa-a-Nova eram aquelas que reuniam mais condições para serem implementadas.
O estudo realizado pelo consórcio OPT e Oval, a que a agência Lusa teve acesso na altura, analisou possíveis extensões do Sistema de Mobilidade do Mondego, avaliando ligações a Cantanhede, Mealhada, Condeixa-a-Nova, Arganil, Góis e Penela, calculando custos, receitas, assim como a procura e impacto que cada linha poderia ter no distrito.
Na ligação a Condeixa-a-Nova (com uma duração estimada de 27 minutos), o estudo propunha uma travessia do Mondego através de uma nova ponte, servindo, ainda no concelho de Coimbra, o Fórum, a Escola Superior Agrária, o Hospital dos Covões, o Iparque e Cernache, entre outros locais, numa extensão de 17 quilómetros até ao concelho vizinho.