Associação empresarial de Coimbra pede medidas extraordinárias ao Governo
A Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) pediu hoje ao Governo para que tome urgentemente medidas extraordinárias de apoio às empresas que registaram "danos relevantes nas suas instalações, equipamentos e atividade" devido à depressão Kristin.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a NERC mostrou-se muito preocupada com os danos provocados pela passagem da depressão e avisou que as empresas enfrentam agora "dificuldades acrescidas para retomar a normalidade, num contexto já exigente para a competitividade e sustentabilidade dos negócios".
Neste âmbito, pediu ao Governo que adote medidas extraordinárias de apoio às empresas afetadas, "de forma a assegurar uma recuperação célere da atividade económica, preservar postos de trabalho e evitar o encerramento de unidades produtivas essenciais ao desenvolvimento regional".
A NERC avançou que, "em articulação e coordenação com a AIP (Associação Industrial Portuguesa), irá promover inquéritos e a constituição de grupos de trabalho".
Além da AIP, serão envolvidas as associações empresariais regionais em que a NERC se integra e as Comunidades Intermunicipais das regiões afetadas, para que sejam inventariados os prejuízos, discutidas as medidas e monitorizada a sua aplicação, acrescentou.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.