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Atividade industrial na China recupera em março ao ritmo mais rápido num ano

Atividade industrial na China recupera em março ao ritmo mais rápido num ano

A atividade da indústria transformadora da China recuperou em março, após dois meses de quedas, e fê-lo ao ritmo mais elevado do último ano, segundo dados oficiais divulgados hoje.

Lusa /
Reuters

De acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) da China, o índice de gestores de compras, indicador de referência do setor, fixou-se em 50,4 pontos em março, mais 1,4 pontos face aos 49 registados em fevereiro.

Neste indicador, conhecido pela sigla em inglês PMI, valores acima dos 50 pontos indicam expansão da atividade face ao mês anterior, enquanto valores abaixo desse limiar apontam para contração.

Os analistas previam uma recuperação para terreno positivo, embora mais moderada, em torno dos 50,1 pontos.

Entre os cinco subíndices que compõem o PMI industrial, destacaram-se os da produção e das novas encomendas -- fundamentais para medir a procura -- enquanto os de inventários de matérias-primas, emprego e prazos de entrega permaneceram em zona de contração, ainda que com melhorias face a fevereiro.

Segundo o estatístico Huo Lihui, do NBS, a recuperação deve-se em parte a fatores sazonais: os dados são comparados com fevereiro, mês em que se celebra o Ano Novo Lunar, período festivo que normalmente reduz a atividade devido ao regresso de trabalhadores migrantes às regiões de origem.

O responsável aponta setores como o processamento de produtos agrícolas e alimentares ou a fundição e laminagem de metais não ferrosos como motores da recuperação, enquanto outros, como os têxteis ou os produtos plásticos, continuam abaixo da linha de expansão.

O gabinete divulgou também o PMI do setor não transformador, que mede a atividade nos serviços e na construção, e que subiu de 49,5 pontos em fevereiro para 50,1 em março, regressando a terreno positivo pela primeira vez este ano.

Os analistas esperavam uma melhoria, mas insuficiente para atingir a expansão, apontando para 49,9 pontos.

A recuperação deveu-se sobretudo ao setor dos serviços, que voltou a crescer (50,2 pontos, face a 49,7 em fevereiro) após quatro meses consecutivos de queda. Já a construção manteve-se em contração pelo terceiro mês seguido, embora com uma descida menos acentuada, situando-se nos 49,3 pontos, depois de ter atingido um mínimo de 48,2 em fevereiro.

O PMI composto, que agrega os setores industrial e não industrial, subiu de 49,5 para 50,5 pontos em março, refletindo uma recuperação geral da atividade económica.

 

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