Avaliação bancária da habitação bate recorde e ultrapassa 2.200 euros/m2 em maio

Avaliação bancária da habitação bate recorde e ultrapassa 2.200 euros/m2 em maio

O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.208 euros por metro quadrado em maio.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Andreia Custódio - RTP

O valor corresponde a um aumento de 34 euros em relação ao mês anterior e está 17,1% acima do mês homólogo de 2025.

Segundo o INE, o aumento homólogo de 17,1% do valor mediano da avaliação bancária - realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação - foi superior ao registado em abril (16,5%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,6%.

Segundo o relatório, o número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 35,5 mil, o que representa uma subida de 3,1% face ao mês anterior e de 0,8% face ao período homólogo.

As regiões do Oeste e Vale do Tejo e Norte apresentaram o aumento mais expressivo face ao mês anterior, com ambas a subirem 1,9%, enquanto a Península de Setúbal (22,5%) teve a maior variação homóloga, não tendo havido reduções, quer em cadeia, quer em termos homólogos.

O valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 2 580 euros/m2 em maio, superior em 19,7% face ao mesmo mês de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.378 euros/m2) e no Algarve(2.945 euros/m2), tendo o Alentejo e o Centro apresentado os valores mais baixos (1.584 euros/m2 e 1.686 euros/m2, respetivamente). O Oeste e Vale do Tejo apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (26,3%), não se tendo verificado qualquer descida.

O valor mediano dos apartamentos T1 subiu 40 euros, para 3.279 euros/m2, tendo os T2 e T3 aumentado 26 euros, para 2.641 euros/m2, e 30 euros, para 2.229 euros/m2, respetivamente. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,2% das avaliações de apartamentos realizadas em abril.

Já o valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1 581 euros/m2 em maio, o que representa um acréscimo de 13,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os Açores e o Oeste e Vale do Tejo apresentaram o crescimento homólogo mais elevado (ambas as regiões com 18,6%), não tendo ocorrido qualquer descida.

Numa análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram em abril os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país em 50,4%, 31,6% e 23,3%, respetivamente.

Pelo contrário, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela e Terras de Trás-os-Montes foram as regiões com os valores mais baixos face à mediana do país (-54,2%, -53,3% e -51,9%, respetivamente).

O valor mediano de avaliação bancária de habitação calculado pelo INE considera as habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e alojamentos que tenham sido alvo de uma avaliação no âmbito de um pedido de crédito.

c/Lusa

Tópicos
PUB