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Banco de Inglaterra mantém juros em 0,5% e vai injetar mais 50 mil milhões de libras na economia

Banco de Inglaterra mantém juros em 0,5% e vai injetar mais 50 mil milhões de libras na economia

Lisboa, 09 fev (Lusa) -- O Banco de Inglaterra decidiu manter a taxa de juro nos 0,5 por cento, o mesmo valor há dois anos, mas também anunciou que irá aumentar liquidez a injetar na economia em 50 mil milhões de libras.

Lusa /

Em comunicado publicado na sua página oficial na Internet, a instituição liderada por Mervyn King explica que as decisões tomadas hoje devem-se à avaliação do comité de política monetária do banco que perspetiva um crescimento económico fraco no médio prazo.

"Á luz das mais recentes projeções económicas, o comité julga que as fracas perspetivas de crescimento económico no médio prazo e as pressões descendentes associadas pelo fraco momento da economia significam que, sem mais estímulos monetários, era mais provável que a inflação ultrapassasse a meta dos 2 por cento no médio prazo", diz a instituição.

Neste sentido o Banco de Inglaterra decidiu que irá aumentar a dimensão do seu programa de compra de ativos, financiado através da emissão de reservas do banco central, em 50 mil milhões de libras (cerca de 58,9 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) para um total de 325 mil milhões de libras (cerca de 389 mil milhões de euros à taxa de câmbio) atual.

A instituição espera que este programa "demore três meses a completar" e que a dimensão do programa irá continuar sob avaliação, deixando em aberto a possibilidade de voltar a aumentar os estímulos à economia.

A última alteração do Banco de Inglaterra na sua taxa de juro foi operada a 05 de março de 2009.

O programa de compra de ativos foi iniciado na mesma data, tendo o último aumento da capacidade total do programa sido feito a 06 de outubro de 2011, com um aumento de 75 mil milhões de libras (cerca de 89,8 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) para um total de 275 mil milhões de libras (cerca de 329,3 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).

Ao comprar ativos com recurso à emissão de reservas, as instituições estão na prática a injetar liquidez na economia, libertando as instituições financeiras de ativos muitas vezes ilíquidos, e aumentam o dinheiro em circulação.

 

 

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