Basílio Horta desvaloriza sede da entidade que nascerá da fusão da API e do ICEP

Basílio Horta desvaloriza sede da entidade que nascerá da fusão da API e do ICEP

O presidente da Agência Portuguesa de Investimento (API), Basílio Horta, desvalorizou hoje a localização da sede da entidade que será criada com a fusão entre a agência e o ICEP, a que vai presidir.

Agência LUSA / Adicionar como fonte informativa
Horta DR

"Não vejo a relevância disso", afirmou Basílio Horta, acrescentando que a questão da sede da nova entidade será definida nos estatutos.

A Agência para o Investimento e Comércio de Portugal vai resultar da fusão entre a API, com sede no Porto, e o ICEP, sedeado em Lisboa.

O Jornal de Notícias noticiou hoje que o novo organismo ficará sedeado em Lisboa e citou personalidades do Norte que criticaram a opção, nomeadamente o presidente da distrital PS/Porto, Francisco Assis, o presidente da associação comercial do Porto, Rui Moreira, ou o presidente da Comissão Coordenação e desenvolvimento Regional do Norte, Carlos Lage.

"Vamos ver qual é a melhor maneira de servir os nossos clientes. Não estamos aqui para fazer política, o investimento é nacional, não é regional. Se a melhor maneira de servir os clientes for a sede em Lisboa, muito bem, se for no Porto, muito bem", salientou Basílio Horta, frisando não ter preferência por qualquer das cidades.

Basílio Horta, que integra a comitiva do primeiro-ministro na sua visita a Angola, assegurou que "os serviços que estão em Lisboa e no Porto vão manter-se integralmente".

O presidente da API rejeitou, por outro lado, qualquer redução dos actuais serviços da agência no Porto, salientando que eles serão "mantidos e reforçados".

"As instalações e todos os serviços que a API tem no Porto vão ser mantidos e reforçados, porque, até agora a API não tinha rede externa e vai passar a ter, não fazia promoção e passa a fazer. A API é fortemente reforçada", defendeu.

"Não compreendo como se pode imaginar que iríamos tirar serviços do Porto ou enfraquecer o Porto. Nós temos todo o interesse em reforçar os nossos serviços onde estão os nossos clientes, e eles estão no Porto, em Lisboa, em todo o país", acrescentou.

Relativamente à fusão entre a API e o ICEP, com a qual afirmou "concordar", Basílio Horta considerou que "quando se pretende combater o défice e operacionalizar os serviços da melhor maneira, é natural que o governo entenda que há uma complementaridade do trabalho da API e do ICEP".

"O que garanto é que o investimento continuará a ser uma área de negocio dentro da nova entidade, com um administrador para essa área, que será reforçada, porque uma coisa é ter uma rede externa que pode detectar e angariar oportunidades, outra coisa é estar a depender da rede dos outros e das informações dos outros", afirmou.

Segundo Basílio Horta, a nova entidade terá, além da área do investimento, outras áreas dedicadas à promoção e à internacionalização.

Sobre a nova entidade, Basílio Horta assegurou que "os aspectos de bom funcionamento da API e do ICEP vão ser mantidos e reforçados", mas admitiu que "á algumas coisas a corrigir para melhor".

"Os recursos não são infinitos, temos que ter selectividade na acção e nos alvos que vamos atingir", defendeu, frisando que "não é possível ter o mesmo nível de eficácia em todo o mundo".

"Haverá que reforçar a nossa presença em algumas regiões do mundo e atenuar noutras", concluiu.

A Agência para o Investimento e Comércio de Portugal vai ser criada no âmbito do PRACE - Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado, apresentado publicamente pelo primeiro-ministro na semana passada.

A nova agência juntará num só organismo as competências em matéria de promoção do investimento estrangeiro, até agora concentradas na API, com as de apoio à internacionalização das empresas portuguesas, que pertenciam ao ICEP Portugal.

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