Economia
BCE mantém juros sem mexidas
O Banco Central Europeu decidiu esta quinta-feira conservar a sua principal taxa de referência inalterada em 2,25 por cento.
O Banco Central Europeu vai manter as três taxas diretoras, como era esperado pelo mercado.
Na anterior reunião de política monetária, a 11 de junho, o BCE aumentou, pela primeira vez desde 2023, as três taxas diretoras em 0,25 pontos percentuais para responder ao aumento dos preços globais provocado pelo conflito do Médio Oriente.
Na anterior reunião de política monetária, a 11 de junho, o BCE aumentou, pela primeira vez desde 2023, as três taxas diretoras em 0,25 pontos percentuais para responder ao aumento dos preços globais provocado pelo conflito do Médio Oriente.
"Embora muito voláteis, as perspetivas quanto aos preços dos produtos energéticos situam‑se atualmente próximo das projeções de referência subjacentes às projeções de junho elaboradas por especialistas do Eurosistema e bastante acima dos níveis registados antes do conflito no Médio Oriente", lê-se num comunicado do BCE.
A instituição monetária manteve a taxa de depósito, que serve como referência para a economia, em 2,25 por cento, afirmando que a "incerteza" permanece "alta" e que o impacto inflacionário total do choque energético "ainda não se materializou".
O Conselho do BCE está, contudo, "empenhado em definir a política monetária de modo a assegurar que a inflação estabiliza no objetivo de 2 por cento a médio prazo". Com a decisão de hoje, "permanece bem posicionado para navegar a incerteza provocada pelo conflito".
"As taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez permanecerão inalteradas em, respetivamente, 2,25 por cento, 2,40 por cento e 2,65 por cento".
A próxima reunião de política monetária realiza-se em 09 e 10 de setembro em Berlim.