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BE denuncia "encerramento na hora" de fábrica em São Martinho do Porto

BE denuncia "encerramento na hora" de fábrica em São Martinho do Porto

Alcobaça, Leiria, 25 Set (Lusa) -- A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Alda Macedo denunciou hoje o "encerramento na hora" de uma fábrica de faianças na Serra dos Mangues, em São Martinho do Porto, cujos trabalhadores "foram despedidos em pleno período de férias".

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"O BE vai confrontar o governo com este processo, que é mais um caso de encerramento na hora, prejudicial para os trabalhadores e permite constatar a impunidade que os patrões vivem, depois de cometerem tantas ilegalidades na condução das empresas, mas também nos encerramentos", disse hoje à agência Lusa Alda Macedo, depois de visitar a fábrica.

Os 32 trabalhadores da Faianças Neto & Gomes, Lda, na Serra dos Mangues, em São Martinho do Porto, concelho de Alcobaça, "foram despedidos em pleno período de férias, depois de terem concordado adiar as férias para dar resposta a uma encomenda urgente", afirmou a deputada.

Os trabalhadores aceitaram adiar as férias até 26 de Agosto e desde então a fábrica permanece encerrada.

Com o regresso à laboração previsto para 22 de Setembro, os 32 trabalhadores receberam no passado dia 18 de Setembro uma carta de despedimento, datada do passado dia 5, dando conta da decisão de extinguir os postos de trabalho, tomada a 31 de Agosto.

Para Alda Macedo, este processo tem "foros de ilegalidade porque não há despedimento colectivo, mas a extinção dos postos de trabalho individualmente".

"É o retrato da brutalidade, da prepotência e da falta de respeito que os patrões têm pelos direitos do trabalho e dos trabalhadores, com um sentimento de impunidade, depois de recorrerem a todo o tipo de artifícios sobre os trabalhadores, que são os motores e geradores de riqueza, constituindo atitudes escandalosas", disse a deputada.

Segundo Alda Macedo, a empresa não tem património imobiliário, detém dividas à Segurança Social, os "ordenados eram pagos aos bochechos", os trabalhadores têm dois meses de salários em atraso e "o subsídio de férias de 2005, também ficou pelo caminho".

JPS.

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