Benfica com lucro de 29 ME nas contas do clube no primeiro semestre de 2025/26
O Benfica fechou o primeiro semestre de 2025/26 com um resultado líquido positivo de 29 milhões de euros (ME) nas contas individuais do clube, abaixo dos 34,6 ME do período homólogo do exercício anterior, anunciaram hoje os `encarnados`.
"Esta variação é influenciada pela aplicação do método de equivalência patrimonial (MEP), com destaque para a apropriação do resultado semestral da SAD na percentagem detida pelo clube, pelo menor impacto do reconhecimento do rendimento associado à transferência do futebol feminino para a SAD, e pelos gastos incorridos com o processo eleitoral", lê-se numa nota publicada no sítio oficial das `águias` na Internet.
No período compreendido entre 01 de julho e 31 de dezembro de 2025, e excluindo aqueles três fatores, o Benfica teve um resultado operacional de 6,7 ME, contra os 6,3 ME do semestre inaugural da temporada passada.
Esse aumento de 6% é explicado pela subida dos rendimentos operacionais, de 35,8 ME para 36,8 ME, refletindo os melhores registos do clube num primeiro semestre em quotização (12,4 ME) e merchandising (11,5 ME), com variações de 12% e 5%, respetivamente, enquanto os `royalties` de utilização da marca Benfica totalizaram 8,8 ME (-9%), devido à diminuição dos proveitos da SAD, gestora do futebol sénior masculino e feminino `encarnado`.
Os gastos operacionais foram de 30 ME, acima dos 29,4 ME de 2024/25, sendo que a transferência definitiva do direito de exploração do futebol feminino para a SAD teve um impacto de 0,4 ME nos seis meses em análise, longe dos 2,5 ME contabilizados no período homólogo anterior.
O Benfica estimou ainda em 3,2 ME os encargos associados à realização das eleições dos órgãos sociais das `águias` para o quadriénio 2025-2029, as mais participadas de sempre num clube desportivo a nível mundial, nas quais o presidente Rui Costa foi reeleito em novembro do ano passado, ao derrotar o gestor João Noronha Lopes na segunda volta.
O ativo cresceu de 90,3 ME para 122,6 ME, numa variação menos dilatada no passivo, de 81,3 ME para 85,3 ME, ao passo que os fundos patrimoniais chegaram aos 37,3 ME, bem acima dos 8,5 ME registados em 2024/25.
"Considerando o plano orçamental para 2025/26, que estipulava um resultado operacional do clube (excluindo o MEP) de 5,5 ME, e isolando o impacto do processo eleitoral (que representa um desvio de cerca de 2,7 ME face aos 0,55 ME preconizados inicialmente), verifica-se que a execução orçamental recorrente apresenta uma evolução positiva, superando no final do primeiro semestre o valor previsto, mantendo-se como prioridade para o segundo semestre a contenção de gastos e o crescimento sustentado dos rendimentos", observou o emblema lisboeta.
Já nas contas consolidadas, o resultado líquido nos primeiros seis meses deste exercício atingiu os 44,6 ME, dos quais 29,5 ME são atribuíveis ao Benfica e 15,1 ME imputáveis aos interesses minoritários não controláveis.
O resultado operacional consolidado ascendeu aos 53,7 ME e contou com grande influência das transações de direitos de atletas, que contribuíram em 54,6 ME - excluindo esse impacto, o resultado seria negativo em 0,8 ME.
O Benfica apresentou 649,7 ME de ativo, 569,4 ME de passivo e 80,2 ME de capitais próprios, rubricas valorizadas em 13,8%, 6,4% e 124,4% face a junho de 2025, respetivamente, a par da dívida líquida, em 1,2% (204 ME).
Em 27 de fevereiro, o Benfica anunciou que a sociedade gestora do futebol profissional do terceiro classificado da I Liga de futebol lucrou 40,6 ME no primeiro semestre de 2025/26, acima dos 40,3 ME do período homólogo anterior.