Economia
Berlim ameaça torpedear acordo entre Atenas e Bruxelas
O ministro das Finanças alemão fez saber que vai passar a pente fino as disposições previstas no pré-acordo entre o Governo grego e a União Europeia. O anúncio soa como uma ameaça e assim está a ser interpretado
A minuciosa verificação anunciada pelo Ministério de Wolfgang Schäuble tem como alvo o pré-acordo entre o ministro grego das Finanças, Euklides Tsakalotos, e a Comissão Europeia, com vista a um terceiro resgate da Grécia.
Segundo o secretário de Estado alemão das Finanças, Jens Spahn, citado no Süddeutsche Zeitung, "nos próximos dias vamos examinar cudidadosamente o resultado [das conversações] de Atenas a nível técnico".
A fasquia das exigências que o Ministério dirigido por Schäuble quer colocar ao acordo é elevada, porque, disse também Spahn, ele não deve destinar-se a durar apenas uns meses, e sim a constituir "uma base para os próximos anos".
E uma das condições que o Governo alemão quer colocar para a sua própria aceitação do acordo é precisamente aquela que mais repugnava ao Governo grego, embora entretanto aceite por Tsipras: a inclusão do Fundo Monetário Internacional nas "instituições" tutoras da Grécia.
Ainda segundo Spahn, "para nós é e continuará a ser importante que o FMI permaneça a bordo".
Excedente primário: o excedente das receitas sobre as despesas, antes de serem pagos os juros da dívida
Segundo um porta-voz da Comissão Europeia tinha sido alcançado um "acordo de princípio", nomeadamente "a nível técnico", embora com alguns detalhes a precisar. Também o ministro Tsakalotos confirmou a existência do acordo, com "dois ou três pequenos detalhes" para combinar.
Segundo o "acordo de princípio", o orçamento do Estado grego deverá apresentar no próximo ano um excedente primário de 0,5 por cento e em 2017 um excedente primário de 1,75 por cento.
Segundo o secretário de Estado alemão das Finanças, Jens Spahn, citado no Süddeutsche Zeitung, "nos próximos dias vamos examinar cudidadosamente o resultado [das conversações] de Atenas a nível técnico".
A fasquia das exigências que o Ministério dirigido por Schäuble quer colocar ao acordo é elevada, porque, disse também Spahn, ele não deve destinar-se a durar apenas uns meses, e sim a constituir "uma base para os próximos anos".
E uma das condições que o Governo alemão quer colocar para a sua própria aceitação do acordo é precisamente aquela que mais repugnava ao Governo grego, embora entretanto aceite por Tsipras: a inclusão do Fundo Monetário Internacional nas "instituições" tutoras da Grécia.
Ainda segundo Spahn, "para nós é e continuará a ser importante que o FMI permaneça a bordo".
Excedente primário: o excedente das receitas sobre as despesas, antes de serem pagos os juros da dívida
Segundo um porta-voz da Comissão Europeia tinha sido alcançado um "acordo de princípio", nomeadamente "a nível técnico", embora com alguns detalhes a precisar. Também o ministro Tsakalotos confirmou a existência do acordo, com "dois ou três pequenos detalhes" para combinar.
Segundo o "acordo de princípio", o orçamento do Estado grego deverá apresentar no próximo ano um excedente primário de 0,5 por cento e em 2017 um excedente primário de 1,75 por cento.