BIC Portugal, primeiro banco português de capitais maioritariamente angolanos, `nasce` a 11 de Janeiro

Porto, 26 Dez (Lusa) - O banco BIC Portugal, a primeira instituição bancária portuguesa de capitais maioritariamente angolanos, será formalmente constituído em meados de Janeiro, com uma estrutura accionista idêntica à do BIC de Angola, onde Américo Amorim tem 25 por cento do capital.

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"A escritura do banco BIC Portugal está marcada para 11 de Janeiro", revelou hoje à Lusa fonte ligada ao processo de constituição do novo banco, que deverá ser presidido pelo ex-ministro português Luís Mira Amaral.

O BIC Portugal, que recebeu em finais de Outubro autorização do Banco de Portugal para iniciar a sua actividade, será o primeiro banco português com capitais maioritariamente angolanos.

O novo banco terá uma estrutura accionista idêntica à do banco BIC de Angola, que iniciou a actividade em Maio de 2005 e já se tornou numa das maiores instituições bancárias daquele país lusófono.

Assim, os accionistas de referência do BIC Portugal serão o empresário português Américo Amorim, com 25 por cento, e a Sociedade de Participações Financeiras (SPF), da empresária angolana Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, que também terá 25 por cento.

Fernando Teles, presidente do BIC de Angola, terá uma participação de 20 por cento no BIC Portugal, enquanto o empresário luso-brasileiro José Ruas ficará com uma participação de 10 por cento.

O restante capital será dividido por vários accionistas angolanos, cada um com uma participação de 5 por cento.

Neste grupo de accionistas encontra-se Sebastião Lavrador, ex-governador do Banco Nacional de Angola.

O BIC Portugal já possui instalações em Lisboa, na zona do Marquês de Pombal, estando previsto que a actividade comece na capital portuguesa, estendendo-se depois ao Porto e a outras zonas do país.

Mira Amaral, em declarações à Lusa no final de Outubro, salientou que o BIC Portugal "não será um banco de retalho", assumindo-se como um pequeno banco grossista que orientará a sua actividade para o apoio a empresários angolanos que pretendam instalar-se na Europa e a empresários portugueses com interesses em Angola.

A gestão de activos financeiros angolanos no continente europeu e a intermediação financeira de fluxos entre Angola e Portugal são outras áreas onde o banco pretende intervir.

"É um banco que vai nascer muito ligado à operação que o BIC tem em Angola", frisou, na altura, Mira Amaral, salientando que o novo banco pretende assumir um papel importante no "fortalecimento e desenvolvimento das relações económicas entre Portugal e Angola".

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