Browning Viana reforça facturação e vai admitir 40 trabalhadores
Viana do Castelo, 02 Mar (Lusa) - A Browning Viana, vulgarmente conhecida por "fábrica das armas", vai este ano aumentar de 402 para 442 o número de trabalhadores, apesar da crise mundial, anunciou hoje a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP).
No seu boletim informativo de Fevereiro, a AIMMAP refere ainda que a facturação daquela fábrica subiu de 37 milhões de euros em 2007 para 43 milhões em 2008.
A associação acrescenta ainda que para 2009 "a tendência será a de continuação do crescimento, estando projectado um aumento de cerca de 18 por cento da produção".
Por causa deste aumento, a fábrica vai admitir mais 40 trabalhadores, estando já em curso a contratação dos primeiros 20, enquanto os restantes ficarão "para mais tarde".
"Estes são dados que, sendo assinaláveis em qualquer conjuntura, merecem especial destaque no actual momento mais conturbado da economia portuguesa em particular e dos mercados mundiais em geral", refere o boletim informativo da AIMMAP.
"Apesar da actual situação de crise na economia mundial e da depreciação do dólar em relação ao euro, a Browning Viana continua a revelar excelentes `perfomances` aos mais variados níveis, tendo sido, aliás, considerada recentemente a mais competitiva unidade industrial de todo o grupo multinacional em que está inserida", acrescenta o boletim.
Integrante da multinacional belga FN-Herstal, a Browning está instalada, desde 1973, na Zona Industrial de Neiva, em Viana do Castelo, produzindo armas para caça e desporto, com as emblemáticas marcas Browning e Winchester.
Noventa e cinco por cento da sua produção destina-se à exportação, com destaque para os Estados Unidos da América, que absorvem 75 por cento.
Em 2007, a FN-Herstal anunciou um investimento de 10 milhões de euros na modernização e ampliação da sua fábrica em Viana do Castelo, para reforçar a sua competitividade.
Um investimento subsequente ao encerramento, em 2006, da fábrica de espingardas Winchester que durante 140 anos funcionou em New Haven, nos Estados Unidos.
O grupo belga justificou este encerramento com a falta de competitividade da unidade norte-americana, optando pela produção deste modelo na fábrica de Viana do Castelo.
VCP.