Bruxelas aprova revisão do PRR e ainda hoje entra novo pedido de pagamento

Bruxelas aprova revisão do PRR e ainda hoje entra novo pedido de pagamento

O ministro da Economia anunciou, em Lisboa, que Bruxelas já aprovou a última revisão submetida ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e ainda esta segunda-feira a Comissão Europeia vai receber o nono pedido de pagamento.

RTP /
Yves Herman - Reuters

"Hoje de manhã, a Comissão Europeia aprovou a última alteração que apresentámos ao PRR em 31 de março, com cerca de 18 diferenças. Hoje à tarde também já deve ter entrado o nono pedido de pagamento", afirmou o ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, na conferência PTRR: Um novo ciclo de investimento, em Lisboa.

O governante sublinhou que o plano "vai acabar bem e está a correr bem", apesar de admitir que começou com um atraso.

Ainda assim, vincou que, atualmente, está "levemente adiantado".

Com o nono pedido de pagamento, a execução do plano vai passar de cerca de 61% para 75%.

O titular da pasta da Economia notou que este pedido de pagamento foi apresentado dentro do prazo e que falta apenas apresentar mais um.

"Tudo leva a crer que PRR vai ser executado na integra não vamos perder nenhum euro de fundos europeus", insistiu.

O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.
Plano vai ser 100% executado se não houver "anormalidades"
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, defendeu ainda que o Plano de Recuperação e Resiliência vai ser 100% executado se, até ao final do ano, "não houver anormalidades".

"Estamos convencidos de que, se não houver anormalidades até ao final do ano, o PRR vai ser executado", acrescentou Manuel Castro Almeida. 
PTRR está a correr "globalmente bem"
O ministro da Economia considerou também que o programa PTRR está a correr "globalmente bem", mas apontou falhas de eficiência em matéria da reconstrução de casas de primeira habitação.

"O PTRR está a correr globalmente bem. Beneficiaram disso milhares de empresas e dezenas de milhares de empresas", realçou Castro Almeida na conferência PTRR: Um novo ciclo de investimento, em Lisboa.

Conforme detalhou o ministro, encarregue da coordenação do programa, que foi apresentado no final do mês passado, mais de sete mil empresas viram aprovadas dotações no âmbito das linhas de crédito, com 1.500 milhões de euros para a região de Leiria.

Ainda assim, Castro Almeida ressalvou que "a parte que não está a ter a mesma eficiência" prende-se com o apoio para a reconstrução de casas de primeira habitação, que recebeu 35.000 candidaturas e pouco mais de um terço "está resolvido".

O ministro da Economia assinalou, na conferência, que é organizada pela Abreu Advogados, em parceria com NERLEI CCI - Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria e com o jornal ECO, grandes diferenças entre as várias câmaras municipais, que são responsáveis pela avaliação dos danos.

"Temos situações fantásticas, com algumas câmaras que já concluíram o seu trabalho, mas também há câmaras que não fizeram nenhuma (avaliação de danos)", referiu, dando como bom exemplo Cantanhede ou Anadia.

O programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR) tem um envelope financeiro global de 22.600 milhões de euros e um horizonte temporal de nove anos.

c/Lusa
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