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Bruxelas quer flexibilizar metas de redução de emissões de CO2 nos automóveis

Bruxelas quer flexibilizar metas de redução de emissões de CO2 nos automóveis

A Comissão Europeia propôs hoje que seja dado mais tempo à indústria automóvel para atingir os objetivos da União Europeia (UE) de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) dos automóveis e furgonetas ligeiros novos.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

A medida de flexibilidade proposta permite que o cumprimento dos objetivos de CO2 dos fabricantes para 2025, 2026 e 2027 seja avaliado ao longo de todo o período de três anos, calculando a média do seu desempenho, em vez de anualmente.

Esta alteração, que dá mais tempo para a adaptação, permite aos fabricantes compensar eventuais emissões anuais excessivas, superando o objetivo nos anos restantes.

A medida insere-se no plano para o setor automóvel da UE, que se debate atualmente com uma forte concorrência da China e o aumento de 25% das taxas alfandegárias anunciado em março pelos Estados Unidos.

Segundo dados hoje divulgados pelo serviço estatístico europeu (Eurostat), a UE exportou, em 2024, 38,9 mil milhões de euros de automóveis para os Estados Unidos e importou 12,7 mil milhões de euros da China, sendo que as importações deste país aumentaram 1.591,3% entre 2019 e 2024.

O executivo comunitário apelou ainda aos colegisladores - Conselho da UE e Parlamento Europeu - para chegarem a um acordo sobre esta alteração sem demora "para garantir previsibilidade e segurança à indústria automóvel e aos investidores".

Um relatório do Tribunal de Contas Europeu de 2024 já tinha indicado que a meta traçada por Bruxelas só é alcançável com um forte investimento em veículos elétricos.

A UE tem o objetivo de atingir, em 2035, as zero emissões de CO2 para novos automóveis de passageiros e veículos comerciais ligeiros em 2035 e as metas de redução de emissões intermediárias para 2030 são fixadas em 55% para os carros e 50% para as furgonetas.

A Lei Europeia do Clima prevê que a UE alcance um impacto neutro no clima até 2050.

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