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Canadianos interessados na agência Reuters

Canadianos interessados na agência Reuters

A editora e agência de informação financeira canadiana Thomson Corporation confirmou segunda-feira que manteve conversações "preliminares" para uma possível compra da agência britânica de notícias e informação financeira Reuters.

Agência LUSA /
Possível compra DR

Num curto comunicado, a Thomson salienta que as conversações "podem ou não culminar numa proposta de compra".

Sexta-feira a Reuters revelou que havia recebido uma proposta de aquisição que, segundo o mercado, poderia superar os 11 mil milhões de euros.

A Thomson, que não faz qualquer menção a detalhes financeiros de uma eventual oferta, é o terceiro fornecedor mundial de informação financeira, depois da Reuters e da norte-americana Bloomberg.

A empresa tem actualmente à venda a sua divisão editorial de educação e, em Junho, será anunciado quem é o comprador, explicou o presidente e conselheiro delegado da Thomson Corporation, Richard J. Harrington, na apresentação de resultados em finais de Abril.

Segundo fontes do mercado, a Thomson poderia ter um ingresso, por esta venda, de cinco mil milhões de dólares (3.690 milhões de euros).

Os analistas pensam que a oferta da Thomson pela Reuters poderá enfrentar a oposição de outros interessados, que também vêem com bons olhos os negócios de informação financeira electrónica da Reuters, que são os que lhe valem a maior parte dos seus ingressos.

Uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) pela agência britânica está exposta também à aprovação da "acção de ouro" na posse da Founders Share Company - formada por 17 conselheiros, eleitos por diversas formas - que pode vetar qualquer tentativa de assumir o controlo da empresa.

Além disso, os estatutos da Reuters limitam as participações na empresa a 15 por cento e, no caso de uma accionista exceder o limite, a agência deve notificá-lo para forçar o investidor a reduzir a sua participação.

Actualmente, o maior accionista da Reuters é a gestora de fundos britânica Schroders, com 7,9 por cento do seu capital.

A Reuters, fundada em 1851, em Londres e com 17 mil trabalhadores em 94 países, é a maior agência de notícias do mundo, embora 90 por cento dos seus rendimentos advenham do seu serviço de informação financeira para empresas.

A sua divisão de informação para os meios de comunicação social conta com 2.400 jornalistas, repórteres fotográficos e de câmaras de televisão espalhados por 196 delegações em 131 países.

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