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Carlos Pina diz que Portugal poderá precisar de mais 25 mil milhões de euros

Carlos Pina diz que Portugal poderá precisar de mais 25 mil milhões de euros

O ex-secretário de Estado do Governo de José Sócrates, Carlos Costa Pina, diz que Portugal poderá precisar de mais 20 a 25 mil milhões de euros do fundo de resgate, para financiar as companhias públicas que deixaram de ter acesso ao financiamento dos mercados. Carlos Pina, que ajudou a negociar o acordo com a troika, diz que o valor de 78 mil milhões de euros previsto no plano foi calculado com base em dois pressupostos que não se estão a cumprir.

RTP /
Carlos Costa Pina diz que Portugal pode vir a precisar de mais 20 a 25 mil milhões de euros do fundo de resgate RTP, Antena1

O anterior secretário de Estado do Tesouro diz que “estão a faltar a Portugal [no âmbito da ajuda externa] entre 20 a 25 mil milhões de euros”, pois há “o risco de os 78 mil milhões não chegarem”.

Carlos Pina, que falava na 7ª conferencia anual da Ordem dos Economistas, foi taxativo ao afirmar que 95 a 100 mil milhões de euros “seria o financiamento adequado”.

Segundo disse, o acordo com o FMI e a União Europeia foi negociado no pressuposto que o sector empresarial do Estado conseguiria “financiar-se nos mercados” e que que o país continuaria a ir “com assiduidade ao mercado, pelo menos nos prazos mais curtos” o que não está a acontecer.

O antigo secretário de Estado acrescentou ainda que “era muito importante que a Troika percebesse que uma política de privatizações deve ser feita sem lesar o interesse patrimonial do Estado“.

Defendeu também que existem “algumas folgas” no OE para 2012, nomeadamente a nível das necessidades de financiamento do Estado:

“Está inscrito que o Estado terá uma necessidade de financiamento de 17 mil milhões para 2012,” disse, “a autorização pedida pelo Governo é de 26 mil milhões de euros ou seja, há aqui um diferencial de oito mil milhões que podiam ser trabalhados”.

O atual Governo, chefiado por Pedro Passos Coelho, nega que haja folgas e diz que não há necessidade de mudar os termos do acordo de resgate.

Os inspetores da Troika que estiveram em Portugal a examinar a aplicação das medidas acordadas também declararam, na semana passada, que não viam necessidade de alterações ou de fundos de resgate adicionais.
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