Economia
Carris: quase 20% da frota não tem rampa para cadeiras de rodas
São no total 136 os autocarros que circulam em Lisboa sem rampa de acesso para pessoas que se deslocam em cadeira de rodas. A Carris não se compromete com uma data para concluir o processo de substituição desses autocarros.
A Carris tem 136 autocarros a circular em Lisboa sem rampa de acesso para pessoas que se deslocam em cadeira de rodas, o que corresponde a cerca de 20% da frota. A empresa de transporte público garante que os autocarros sem acesso para pessoas com mobilidade condicionada têm vindo a ser substituídos e explica também à Antena 1 que, no processo de renovação da frota que está a decorrer, todos os novos autocarros e também os elétricos da cidade vão ter uma rampa de acesso para cadeiras de rodas. Mas a Carris não se compromete com uma data para dar o processo como concluído.
Enquanto o processo decorre, são recorrentes as dificuldades vividas por quem anda de cadeira de rodas em Lisboa. Sérgio Lopes, tetraplégico, relata: "chegamos a estar numa paragem onde deixamos passar o primeiro autocarro, o segundo autocarro, o terceiro autocarro... e quando damos por isso, o primeiro autocarro está a chegar outra vez. Ou seja, percebemos que na frota daquela carreira, não há rampas a funcionar".
A Antena 1 fez um percurso de autocarro entre a Bela Vista e o Terreiro do Paço num autocarro com rampa que, mesmo sendo automática, deu problemas tanto no início como no fim da viagem.
Com autocarros de transporte público sem rampas, a lei não está a ser cumprida, alerta Paula Campos Pinto, coordenadora do Observatório de Deficiência e Direitos Humanos, o organismo que acompanha o acesso de pessoas com mobilidade condicionada aos transportes públicos. "A problemática das pessoas com deficiência ainda é visto neste país por muitas pessoas, inclusive por aquelas que têm responsabilidades para mudar as coisas, como uma temática marginal, que afeta um pequeno número de pessoas. E essa é uma visão profundamente errada", diz Paula Campos Pinto, que chama a atenção para uma sociedade cada vez mais envelhecida onde a esperança média de vida aumenta, mas não necessariamente com qualidade de vida.
Enquanto o processo decorre, são recorrentes as dificuldades vividas por quem anda de cadeira de rodas em Lisboa. Sérgio Lopes, tetraplégico, relata: "chegamos a estar numa paragem onde deixamos passar o primeiro autocarro, o segundo autocarro, o terceiro autocarro... e quando damos por isso, o primeiro autocarro está a chegar outra vez. Ou seja, percebemos que na frota daquela carreira, não há rampas a funcionar".
A Antena 1 fez um percurso de autocarro entre a Bela Vista e o Terreiro do Paço num autocarro com rampa que, mesmo sendo automática, deu problemas tanto no início como no fim da viagem.
Com autocarros de transporte público sem rampas, a lei não está a ser cumprida, alerta Paula Campos Pinto, coordenadora do Observatório de Deficiência e Direitos Humanos, o organismo que acompanha o acesso de pessoas com mobilidade condicionada aos transportes públicos. "A problemática das pessoas com deficiência ainda é visto neste país por muitas pessoas, inclusive por aquelas que têm responsabilidades para mudar as coisas, como uma temática marginal, que afeta um pequeno número de pessoas. E essa é uma visão profundamente errada", diz Paula Campos Pinto, que chama a atenção para uma sociedade cada vez mais envelhecida onde a esperança média de vida aumenta, mas não necessariamente com qualidade de vida.