Casa do Douro defende criação de uma "Bolsa de Cartões" do benefício

Casa do Douro defende criação de uma "Bolsa de Cartões" do benefício

A Casa do Douro defendeu hoje a criação de uma "Bolsa de Cartões" para permitir a venda "legal" do benefício ou quota de vinho do Porto que os produtores vitícolas durienses estão autorizados a produzir por colheita.

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Atribuído individualmente pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), o benefício é uma percentagem do total de produção de vinho que os produtores podem transformar, por cada colheita, em vinho do Porto.

O presidente da Casa do Douro, Manuel António Santos, disse à Agência Lusa que o organismo duriense defende a criação de uma "Bolsa de Cartões" de benefício que proporcione, "em condições legais" que quem os queira vender ou comprar o faça "à vista de toda a gente e com regras definidas".

A venda de cartões no Douro é legal se esta transacção incluir a venda de uvas correspondentes ao benefício, uma situação que muitas vezes não acontece, já que os viticultores vendem os cartões mas não vendem as uvas.

Para a direcção da instituição duriense, esta situação "envergonha" o Douro e "contribui para a degradação dos preços".

Hoje mesmo juntaram-se dezenas de viticultores em frente ao edifício da Casa do Douro, no Peso da Régua, para a já conhecida "feira dos cartões".

"O que se ouve por aí vai no sentido de que haverá muitas transacções de cartões sem uvas", salientou o responsável.

Manuel António Santos adiantou mesmo a possibilidade de "estabelecer um limiar abaixo do qual poderia ser possível dispensar a transacção das próprias uvas".

"Refiro-me a quantitativos diminutos, entre 20 a 100 litros por cada viticultor, em vez de andarmos aqui permanentemente nesta situação", frisou.

A Casa do Douro diz que defende a criação desta bolsa desde 1999 e que, esta medida, poderá contribuir para "vencer a actual crise" que a região atravessa.

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