CCDR aprovou 600 pedidos de apoio a habitações em Lisboa e Vale do Tejo
A CCDR de Lisboa e Vale do Tejo aprovou até hoje 600 pedidos de apoio a habitações afetadas pelas tempestades deste ano no seu território, no valor global de dois milhões de euros, disse à Lusa a presidente desta entidade.
Segundo a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), Teresa Almeida, foram rejeitados 50% dos pedidos analisados até esta data por não cumprirem condições: "Nós fazemos o aproveitamento que podemos das candidaturas, com algumas perguntas subsequentes, aguardamos a entrega de elementos acessórios, mas há aqueles que não têm condições e, portanto, têm que ser rejeitados", salientou.
No total, segundo a responsável, foram registados, até agora, 7.380 pedidos de apoio para a reconstrução de habitações relativamente a municípios da região LVT.
Os processos aprovados e em pagamento referem-se essencialmente a pedidos de apoio até cinco mil euros, relativos a procedimentos mais simplificados.
"Já estamos também a analisar os [pedidos de] apoio superiores a cinco mil, até 10 mil [euros], que têm um grau de exigência na apreciação da candidatura distinto, [exigindo] uma vistoria em concreto, o que não é tão rápido e não tão célebre como as que fazemos nos apoios até aos cinco mil euros", disse, salientando que estão a ser feitas validações "todos os dias".
Segundo a responsável, cerca de 500 profissionais, sobretudo das Ordens dos Arquitetos e dos Engenheiros, estão no terreno, na região Centro e em Lisboa e Vale do Tejo, a ajudar os municípios na avaliação e posterior validação dos processos.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.