CCP duvida que se consiga "adiantar muito mais" na negociação da reforma laboral
O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) disse hoje que gostaria que "a UGT subscrevesse o acordo", mas admitiu que talvez "não se consiga adiantar muito mais em futuras discussões" sobre a reforma laboral.
"Não vejo que possamos ir muito mais à frente", disse João Vieira Lopes, embora tenha declarado que a confederação estará "sempre à espera de ver que contrapropostas podem aparecer".
O representante da CCP falava no final de uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro, em Lisboa, sobre a proposta governamental de reforma do Código do Trabalho que entrou na sua reta final sem que os parceiros sociais tenham chegado a um entendimento.
Vieira Lopes reconheceu que houve "um esforço" de todos para ajustar a proposta inicial do executivo a "algumas das preocupações dos sindicatos", tornando a proposta atual "melhor do que a versão inicial do Governo".
Sobre a intenção do Governo de entregar a proposta de revisão da lei laboral ao parlamento, o presidente da CCP declarou não saber se o diploma vai incorporar ou não "as questões discutidas ao longo destes meses".
Para quinta-feira, está prevista uma reunião extraordinária do secretariado nacional da UGT para decidir se a central sindical dá "luz verde" à proposta final de alterações à legislação laboral.
O anteprojeto de reforma da legislação laboral, intitulado "Trabalho XXI", foi apresentado pelo Governo em 24 de julho de 2025 para permitir uma revisão "profunda" da lei laboral, ao contemplar mais de 100 alterações ao Código de Trabalho.