CGD já emprestou 2.500 milhões de euros a jovens com garantia do Estado
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) já emprestou aos jovens até 35 anos cerca de 2.500 milhões de euros através da garantia do Estado, que está operacional desde janeiro de 2025, informou hoje o banco público.
"Financiámos cerca de uma habitação a cada três jovens que contratou crédito com o apoio da linha com a garantia do Estado", afirmou o presidente executivo do grupo financeiro, Paulo Macedo, durante a apresentação dos resultados do primeiro semestre.
Nos resultados divulgados ao mercado, o banco refere que no crédito à habitação com garantia pública do Estado, destinado a jovens até aos 35 anos na aquisição da primeira habitação, "a Caixa alcançou uma produção acumulada de 2,5 mil milhões de euros, com quota de mercado de 30,8%".
O desempenho, refere, "confirma a Caixa como o banco de referência dos jovens na aquisição da primeira habitação".
Em relação a todo o mercado de concessão de crédito à habitação, os dados semestrais mostram que o grupo público concedeu 3.700 milhões de euros em financiamentos para a compra de casa de janeiro a junho, mais 42% do que nos primeiros seis meses do ano passado.
"Na parte da habitação, aumentámos a quota de mercado, atingimos um valor histórico em termos da respetiva produção, atingimos também um valor muito substancial em termos da carteira", salientou Paulo Macedo, referindo que, em junho, o banco emprestou 740 milhões de euros, atingindo um marco histórico.
Com o regime da garantia pública, o Estado presta uma fiança que cobre até 15% do valor da transação do imóvel.
O incentivo permite que um banco suporte entre 85% e 100% do valor da transação do imóvel, que não pode exceder 450 mil euros.
O regime aplica-se aos contratos que forem celebrados até 31 de dezembro de 2026, vigorando, no máximo, durante dez anos após a celebração do contrato.
Se um cliente entrar em incumprimento, a garantia do Estado pode ser acionada antes da execução dos bens dos clientes e dos garantes.
O Governo definiu uma verba máxima para este regime e, segundo dados divulgados na quarta-feira pelo Banco de Portugal, no final de junho de 2026, "estavam utilizados 56% (1.146 milhões de euros) do montante total atribuído (àquela data) pelo Estado para garantia no âmbito deste regime".