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Chegou a altura do BIC se mostrar aos investidores portugueses

Chegou a altura do BIC se mostrar aos investidores portugueses

O presidente do Banco Internacional de Crédito (BIC), Fernando Teles, considerou que "chegou a altura" desta instituição bancária angolana se mostrar aos investidores portugueses, enquanto aguarda pela autorização para a abertura de um banco em Portugal.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"Está na altura de começarmos a aparecer como um banco de referência em Angola", afirmou Fernando Teles, em declarações à Lusa, recordando que o BIC conseguiu em dois anos de actividade tornar-se o principal banco importador em Angola.

No ano passado, o BIC movimentou cerca de cinco mil milhões de dólares em importações, tornando-se na principal instituição bancária angolana neste sector.

"Somos um banco de referência. Em dois anos, tornamo-nos um caso de sucesso", frisou o banqueiro, salientando que o BIC, inaugurado em Maio de 2005, é actualmente o terceiro banco angolano em crédito, tendo já ultrapassado, 1,2 mil milhões de dólares, e o quarto em depósitos.

O BIC, que tem entre os accionistas de referência o empresário português Américo Amorim e a filha do presidente angolano, Isabel dos Santos, possui actualmente 95 milhões de dólares em capitais próprios, tendo já aberto sete dezenas de balcões em Angola.

Face a este quadro, Fernando Teles entende que "não há razões" para recear que o Banco de Portugal recuse o pedido apresentado para a abertura de uma instituição bancária, que terá os mesmos accionistas do banco angolano.

"Estamos confiantes, não há razão para não sermos autorizados", afirmou, salientando que o processo entregue no banco central está a evoluir normalmente.

Fernando Teles referiu também a questão da reciprocidade, recordando que recentemente as autoridades angolanas autorizaram a entrada de mais um banco português no mercado, no caso o Finibanco.

Quando puder iniciar a sua actividade em Portugal, o BIC pretende assumir-se como "um banco que vai trabalhar com os angolanos que trabalham com Portugal", sem esquecer o papel que poderá desempenhar junto das "empresas portuguesas que trabalham com o BIC em Angola".

"Os bancos angolanos, por vezes, têm dificuldades no relacionamento internacional e nós podemos ser o canal que facilita esse relacionamento", acrescentou.

Para Fernando Teles, a abertura do BIC em Portugal é um dos motivos que estão na base da estratégia que pretende dar visibilidade ao banco junto dos empresários portugueses, onde se inclui a realização de uma conferência sobre as relações económicas entre Portugal e Angola.

A conferência, que terá lugar sexta-feira de manhã no Porto, contará com a presença de membros do governo angolano, entre os quais Aguinaldo Jaime, ministro-adjunto do primeiro-ministro, estando também prevista a presença de Carlos Fernandes, presidente da Agência Nacional de Investimento Privado de Angola.

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