Economia
China navega na delicada trégua dos EUA enquanto afirma consenso comercial
Num comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio, a China pediu que os EUA mantenham a estabilidade nas relações económicas bilaterais, que têm estado sob forte tensão desde a imposição mútua de tarifas e restrições comerciais.
O Governo chinês afirmou esta sexta-feira que Pequim e Washington estão a intensificar os esforços para cumprir os compromissos alcançados nas negociações comerciais mais recentes, mas deixou um aviso claro aos Estados Unidos: não ponham em risco os consensos "conquistados com muito esforço".
"Esperamos que o lado americano entenda profundamente a natureza mutuamente benéfica e vantajosa das relações económicas e comerciais entre a China e os EUA", referiu o Ministério chinês.
Pequim confirmou também que os EUA suspenderam restrições a algumas exportações cruciais, incluindo software de design de chips, etano e motores a jato, enquanto a China está a rever e aprovar licenças de exportação de materiais estratégicos, como as terras raras.
Segundo o Ministério chinês, equipas técnicas de ambos os países estão agora a acelerar o cumprimento dos acordos. Ainda assim, Pequim alertou outros países a não fazerem acordos paralelos com os EUA que possam prejudicar os interesses chineses.
"A China recorda que o sucesso das negociações em Londres não foi fácil. Este processo exigiu concessões e esforços consideráveis, que não devem ser revertidos", sublinha o comunicado.
O alerta surge numa altura sensível. O prazo de 9 de julho, acordado pelos EUA para concluir conversações comerciais com outros parceiros como o Reino Unido e o Vietname, aproxima-se rapidamente. Segundo analistas, Washington procura evitar que exportações chinesas cheguem aos EUA através de países terceiros, contornando tarifas.
Julian Evans-Pritchard, economista-chefe para a China na Capital Economics, considerou que este é um ponto central da nova estratégia comercial americana. "Parece que Trump está interessado em reprimir o redirecionamento das exportações chinesas via terceiros países, o que diminuiu a eficácia das tarifas dos EUA", comentou.
Apesar de progressos, persistem divergências sobre a velocidade de processamento de exportações chinesas de materiais essenciais. Os EUA têm acusado Pequim de atrasar deliberadamente as licenças, algo que a China contesta.
A trégua alcançada e agora cuidadosamente monitorizada pelas duas maiores economias do mundo reduziu temporariamente o risco de novas tarifas, mas ambos os lados reconhecem que a estabilidade continua frágil e sujeita a avanços e recuos constantes.
"Esperamos que o lado americano entenda profundamente a natureza mutuamente benéfica e vantajosa das relações económicas e comerciais entre a China e os EUA", referiu o Ministério chinês.
Pequim confirmou também que os EUA suspenderam restrições a algumas exportações cruciais, incluindo software de design de chips, etano e motores a jato, enquanto a China está a rever e aprovar licenças de exportação de materiais estratégicos, como as terras raras.
Segundo o Ministério chinês, equipas técnicas de ambos os países estão agora a acelerar o cumprimento dos acordos. Ainda assim, Pequim alertou outros países a não fazerem acordos paralelos com os EUA que possam prejudicar os interesses chineses.
"A China recorda que o sucesso das negociações em Londres não foi fácil. Este processo exigiu concessões e esforços consideráveis, que não devem ser revertidos", sublinha o comunicado.
O alerta surge numa altura sensível. O prazo de 9 de julho, acordado pelos EUA para concluir conversações comerciais com outros parceiros como o Reino Unido e o Vietname, aproxima-se rapidamente. Segundo analistas, Washington procura evitar que exportações chinesas cheguem aos EUA através de países terceiros, contornando tarifas.
Julian Evans-Pritchard, economista-chefe para a China na Capital Economics, considerou que este é um ponto central da nova estratégia comercial americana. "Parece que Trump está interessado em reprimir o redirecionamento das exportações chinesas via terceiros países, o que diminuiu a eficácia das tarifas dos EUA", comentou.
Apesar de progressos, persistem divergências sobre a velocidade de processamento de exportações chinesas de materiais essenciais. Os EUA têm acusado Pequim de atrasar deliberadamente as licenças, algo que a China contesta.
A trégua alcançada e agora cuidadosamente monitorizada pelas duas maiores economias do mundo reduziu temporariamente o risco de novas tarifas, mas ambos os lados reconhecem que a estabilidade continua frágil e sujeita a avanços e recuos constantes.