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China promete garantir abastecimento energético de Taiwan após "reunificação pacífica"

China promete garantir abastecimento energético de Taiwan após "reunificação pacífica"

A China asseguraria a "segurança energética" de Taiwan após uma eventual "reunificação pacífica", afirmou hoje uma porta-voz de Pequim, num contexto de subida dos custos globais dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente.

Lusa /
Dado Ruvic - Reuters

Em conferência de imprensa, a porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, Zhang Han, criticou a alegada "incapacidade" das autoridades taiwanesas para assegurar um fornecimento estável de petróleo e gás natural, situação que já gerou "forte descontentamento" entre a população da ilha.

"As autoridades do PDP [Partido Democrático Progressista] carecem tanto de vontade como de capacidade para enfrentar crises que afetam o bem-estar da população e limitam-se a evitar responsabilidades", declarou Zhang.

A responsável acrescentou que, após a concretização de uma "reunificação pacífica" e da "interligação total" entre os dois lados do Estreito de Taiwan, o sistema industrial chinês e a sua "capacidade estável de abastecimento" se tornarão o apoio "mais sólido" para Taiwan, compensando as carências da ilha em petróleo, gás natural e matérias-primas.

"Independentemente da instabilidade externa, o continente poderá garantir atempadamente a segurança energética e de recursos de Taiwan, bem como a sua produção industrial e o fornecimento de bens", afirmou, acrescentando que os taiwaneses deixarão de se preocupar com escassez energética e material.

O Governo de Taiwan anunciou na semana passada a manutenção das tarifas de eletricidade e o congelamento, durante abril, dos preços do gás natural para uso doméstico e do gás de petróleo liquefeito, com o objetivo de conter a inflação e preservar a competitividade da indústria de semicondutores.

Segundo dados das autoridades energéticas taiwanesas, o gás natural liquefeito foi a principal fonte de produção elétrica da ilha em 2025, representando mais de 47% do total, sendo cerca de um terço proveniente do Catar, país que tem sido alvo de ataques com mísseis iranianos contra infraestruturas de gás.

O Executivo taiwanês assegurou que o abastecimento de gás natural está "totalmente garantido" até junho, tendo a empresa estatal CPC Corporation reforçado a diversificação de fornecimentos fora do Médio Oriente.

As declarações surgem no contexto de tensões persistentes entre Pequim e Taipé, com a China a considerar Taiwan "parte inalienável" do seu território e a não excluir o uso da força, apesar de defender oficialmente uma "reunificação pacífica".

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