EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Cinco institutos agravam previsões de crescimento e de inflação na Alemanha

Cinco institutos agravam previsões de crescimento e de inflação na Alemanha

Os cinco principais institutos económicos da Alemanha pioraram as previsões para 2026 do crescimento da economia alemã, para 0,6%, e da inflação, para 2,8%, devido à guerra no Irão e ao bloqueio quase completo do estreito de Ormuz.

Lusa /
Foto: Reuters

Nas previsões de outono, os cinco institutos ainda contavam com uma recuperação do produto interno bruto (PIB) alemão de 1,3% em 2026, depois de o país ter terminado 2025 com um leve crescimento de 0,2%, deixando assim para trás dois anos consecutivos de recessão.

Para 2027, os institutos preveem um crescimento moderado de 0,9%, contra 1,4% previsto no outono passado, e que a taxa de inflação suba para 2,9%.

"A crise dos preços da energia provocada pela guerra no Irão está a afetar gravemente a recuperação, mas, ao mesmo tempo, a política orçamental expansiva está a apoiar a economia interna e a evitar um retrocesso maior", afirmou o economista-chefe do instituto Ifo, Timo Wollmershäuser.

Enquanto a subida da inflação trava o consumo privado, a política orçamental dá um impulso, apontam os institutos económicos.

O forte aumento do endividamento público destinado à defesa, infraestruturas e proteção do clima beneficia particularmente as empresas do setor de defesa e de engenharia civil.

No entanto, no conjunto, a indústria evolui com pouco dinamismo, já que as suas operações no exterior mal aumentam devido à contínua diminuição da competitividade, à elevada incerteza geopolítica e às persistentes dificuldades em matéria de política comercial.

Perante o aumento dos custos energéticos, os institutos económicos pronunciam-se contra intervenções estatais que reduzam os preços da energia a curto prazo, pois isso anula sinais importantes do mercado, e defendem, ao contrário, medidas de compensação social bem orientadas.

Os institutos defendem a necessidade de uma política de crescimento que elimine os entraves regulatórios à atividade económica privada, a fim de aproveitar as reservas de potencial.

Para isso, convém, segundo os economistas, reforçar os incentivos laborais e melhorar as condições para o investimento e a inovação.

 

PUB