Comparticipação do Estado nos estádios ficou nos 103,5 ME

Comparticipação do Estado nos estádios ficou nos 103,5 ME

O total de comparticipação do Estado no estádios do Euro 2004 foi menor que o inicialmente previsto, ficando nos 103,5 milhões de euros contra 106,6 milhões, disse hoje o presidente da Portugal 2004.

Agência LUSA / Adicionar como fonte informativa

Vasco Lynce, que falava na apresentação do estudo "Avaliação do Impacto do Euro2004", explicou a diferença de três milhões de euros com os casos em que não foram cumpridos os pontos contratualizados, nomeadamente no número de lugares.

Por seu lado, o responsável pelo estudo, Victor Martins defendeu que o investimento realizado pelos promotores privados no projecto do Euro 2004, essencialmente nos estádios, "tem condições de sustentabilidade económica e financeira".

"A utilização dos complexos não é exclusivamente desportiva, integra um conjunto de actividades comerciais, de animação cultural e lazer", salientou Victor Martins.

Além disso, o período de recuperação do investimento está em conformidade com projectos do mesmo tipo, acrescentou.

Já para os investimentos autárquicos, não há razões para as preocupações com o aumento do endividamento, já que "os encargos da dívida [para as autarquias] constituem uma percentagem muito pequena das despesas totais", não ultrapassando uma média de dois por cento, com excepção para Braga, onde é "ligeiramente mais elevado".

Todos os estádios, com excepção para Faro-Loulé, têm um clube residente que explora a estrutura e as autarquias não têm de suportar custos, podendo mesmo, em alguns casos, receber uma renda, fez questão de frisar Victor Martins.

O total de investimentos em infra-estruturas atingiu 964,4 milhões de euros, dos quais 496,2 milhões resultaram de empréstimos bancários, 281 milhões de euros foram capitais próprios enquanto a comparticipação da Administração Central foi de 187,2 milhões.

A percentagem desta ajuda pública divide-se entre 11 por cento nos estádios e estacionamentos e oito por cento nas acessibilidades.

A participação da Administração Central contempla nomeadamente 25 por cento do investimento elegível nos estádios (103,5 milhões de euros), a construção de acessibilidades (65, 1 milhões de euros) e a promoção do evento, através do Icep (18 milhões de euros).

Daquele montante, 25,8 milhões vieram do Quadro Comunitário de Apoio III.

O estudo revela que o total de receitas da Administração Central inerente ao Euro 2004 se eleva a 96,9 milhões de euros.

Como a despesa foi de 205,9 milhões de euros, conclui que o custo efectivo da realização do Euro foi para a Administração Central de 109 milhões de euros, não incluindo os efeitos fiscais indirectos.

Por regiões, o norte recebeu investimentos de 444 milhões de euros, Lisboa e Vale do Tejo 281,6 milhões, Centro 192,4 milhões de euros, e Algarve 46,4 milhões.

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