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Conexão Lusófona pede comunidade mais próxima dos cidadãos

Conexão Lusófona pede comunidade mais próxima dos cidadãos

A associação Conexão Lusófona pediu hoje, num manifesto, que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se aproxime das sociedades e dos cidadãos, particularmente das novas gerações.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Os primeiros trinta anos provaram que era possível construir uma Comunidade de Estados unidos pela Língua Portuguesa. Já os próximos trinta devem provar que somos capazes de construir uma verdadeira Comunidade de Cidadãos da Lusofonia", declarou a organização no manifesto "30 Anos de CPLP: Da Comunidade de Países à Comunidade de Povos e Cidadãos", enviado à Lusa.

Para a Conexão Lusófona, o futuro da CPLP, que assinala sexta-feira 30 anos, passa por mobilizar os povos, sobretudo a juventude, exigindo da organização "uma nova e reforçada ambição".

A CPLP, que "afirmou-se como um espaço de diálogo político, concertação diplomática e cooperação multilateral", tem de se tornar "mais participada, dinâmica e próxima dos seus cidadãos" para ajudar a responder às questões das novas gerações.

"Uma comunidade transcontinental não se constrói apenas sobre uma língua comum. Constrói-se sobre oportunidades partilhadas: conhecimento, mobilidade, mercado laboral, inovação, participação e coesão entre os cidadãos", lê-se na nota.

A associação acredita que a CPLP deve "avançar para um pacto com as Sociedades da Lusofonia assente em três pilares", mobilidade, conhecimento e oportunidades.

No manifesto, pede-se também que os jovens sejam reconhecidos na comunidade através da reformulação e reforço do Fórum da Juventude da CPLP.

Para os próximos 30 meses, a organização lista dez prioridades, que considera essenciais à CPLP.

Entre as medidas propostas estão a valorização da língua portuguesa como ativo estratégico, a criação do passaporte da CPLP e a aposta no Programa Frátria (iniciativa de mobilidade académica e científica).

O manifesto defende ainda a criação de um mercado lusófono de emprego, de um programa de voluntariado jovem, de um Fundo Lusófono para Investigação Científica e a uniformização do reconhecimento de qualificações.

A par disso, propõe o alargamento do acesso gratuito a museus, o investimento na educação para a cidadania e a implementação das agendas da Organização das Nações Unidas (ONU).

A associação questiona, por fim, "o que ganha um jovem por pertencer ao espaço lusófono", sublinhado que a língua comum deve ser, acima de tudo, uma "oportunidade comum".

"Ao celebrar o seu trigésimo aniversário, a CPLP deve escolher entre ser mero repositório do passado, ou inaugurar uma nova etapa enquanto instrumento do futuro. E a nossa geração tem de participar nessa decisão", conclui.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau (atualmente suspensa devido ao golpe de Estado), Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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