Conselho Nacional prevê renovação de um terço dos seus membros
Lisboa, 15 Fev (Lusa) - A proposta de lista para o Conselho Nacional da CGTP para o quadriénio 2008/2012, hoje divulgada, vai ser votada sábado no decorrer do XI Congresso da central sindical e prevê a renovação de um terço dos 147 dirigentes.
O número de conselheiros vai manter-se inalterado mas vão entrar 47 novos elementos que vão substituir outros tantos dirigentes, de acordo com a lista hoje distribuída aos delegados presentes no Congresso, que decorre até sábado no Centro de Congressos de Lisboa.
A média etária do futuro Conselho Nacional é de 48 anos e as mulheres passam a representar 29 por cento deste órgão (43 dirigentes), contra os actuais 20 por cento.
O critério da idade foi um dos que esteve subjacente à elaboração da lista que o Conselho Nacional propôs ao XI Congresso, tendo sido decidido que os dirigentes que tenham 60 anos não deviam integrar o futuro órgão.
Ao abrigo deste critério vão deixar o Conselho Nacional 14 dirigentes que têm mais de 60 anos e outros 7 que estão em situação de reforma ou pré-reforma.
Os reformados, ainda que tenham menos de 60 anos, não podem ser dirigentes da Intersindical.
Entre os 15 que vão sair devido à idade encontram-se Ana Mesquita (União dos Sindicatos do Porto), António Quintas (Federação da Metalurgia e da Química), Cristina Neto (Sindicato da Função Pública do sul e Açores), Delfim Mendes (Sindicato da Química do Sul e Ilhas), Eduardo Pereira (Sindicato dos Transportes Rodoviários do Sul), Florival Lança (Comissão Executiva da CGTP) e José Ernesto Cartaxo (Comissão Executiva da CGTP).
O grupo dos 15 integra ainda José Maria Ferreira (Sindicato da Construção Civil de Braga), Manuel Alves (Sindicato dos Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte), Manuel Gonçalves (Sindicato das Telecomunicações), Manuel de Almeida (Sindicato da Metalurgia do Norte), Óscar Soares (Sindicatos dos Professores da Grande Lisboa), Paulo Sucena (Federação Nacional dos Professores) e Rodolfo Caseiro (Sindicato da Hotelaria do Sul).
Entre os restantes 26 que também vão deixar o Conselho Nacional, encontram-se Augusto Pascoal (Sindicato dos Professores da Grande Lisboa), Fernando Fidalgo (FESTRU), Paulo Trindade (Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública Sul e Açores) e Vítor Gonçalves (Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública Sul e Açores).
Entre os novos elementos que vão integrar o órgão estão Alcides Teles (Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores), João Paulo Sousa (STAL), Jorge Rebelo (Sindicato dos Enfermeiros Portugueses), José Oliveira (Sindicato dos Trabalhadores do Sector Ferroviário), António Avelãs (Sindicato dos Professores da Grande Lisboa) e Manuel Espadinha (Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa Geral de Depósitos).
A proposta de lista para o Conselho Nacional resulta de contactos com as principais estruturas sindicais, pois são os sindicatos que escolhem os seus dirigentes para integrar o Conselho Nacional, órgão que normalmente aprova as grandes linhas de orientação da central.
O Conselho Nacional vai ser eleito pelos delegados ao Congresso através de voto secreto, sendo o resultado da votação divulgado durante a tarde de sábado.
Posteriormente, o Conselho Nacional escolhe os 29 membros da Comissão Executiva, entre os quais o secretário-geral da CGTP, que será novamente Manuel Carvalho da Silva.
A Comissão Executiva, a eleger pelo Conselho Nacional, integra normalmente os dirigentes máximos das uniões sindicais distritais e das federações sindicais (como é o caso da federação da função pública).
Devido à renovação do Conselho Nacional vão sair dois elementos da Comissão Executiva - José Ernesto Cartaxo e Florival Lança - duas vagas que deverão ser preenchidas por Joaquim Dionísio e Libério Domingues.
A Comissão Executiva só deverá ser eleita segunda-feira.
RRA/TSM.