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Conversa Capital com João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI

Conversa Capital com João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI

Com o regresso da proposta de Orçamento do Estado ao Parlamento, o presidente do BPI apela ao governo para acabar ou reduzir a contribuição extraordinária.

Antena1 /
Em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, João Pedro Oliveira e Costa diz mesmo que é "um castigo desnecessário" e propõe uma redução de 10 por cento, montante que até podia reverter para obras de cariz social.

Já no que se refere à contribuição para o Fundo de Resolução, lamenta estar a pagar para a recuperação de um concorrente, como o Novo Banco, mas ainda assim confessa que não percebe o escrutínio que o parlamento fez da instituição e considera que o verdadeiro escrutínio deve ser feito pelo supervisor e pelos os auditores.

Em relação ao BPN e a João Rendeiro, o presidente do BPI diz que antes mesmo de ter sido acusado já causava muitos danos ao sistema bancário, porque "não era o melhor exemplo de conduta". Ainda assim, assegura que as pessoas continuam a confiar na banca.

Nesta entrevista, o presidente do BPI admite que se sente confortável com a maioria absoluta do Partido Socialista e, fazendo a analogia, diz que não faz sentido o capitão de um barco cada vez que tem de fazer uma manobra ter de perguntar à esquerda ou à direita. O líder, refere, tem de ouvir, dialogar e decidir. João Pedro Oliveira e Costa espera que a pasta das Finanças seja atribuída a alguém com capacidade de diálogo e com uma visão clara do que são as finanças publicas. Ainda em relação ao orçamento do Estado para 2022, João Pedro Oliveira e Costa defende uma reforma da administração publica, da justiça e uma redução do IRC.

O presidente do BPI justifica o aumento das comissões bancarias com os investimentos em cibersegurança e com uma forma de compensar as taxas de juro negativas e os serviços gratuitos. Ainda assim, rejeita a possibilidade de multibanco e Mbway serem pagos, e revela que o aumento das comissões pode mesmo acabar este ano. João Pedro Oliveira e Costa lembra que o banco é alvo de ataques ao sistema informático a todos os minutos, numa espécie de cenário de guerra, mas o sistema financeiro está mais preparado para enfrentar esses ataques.

Entrevista conduzida pelos jornalistas Rosário Lira, da Antena1 e Hugo Neutel do Jornal de Negócios.
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