Cooperativas artesanais de garimpo de diamantes travam emigração ilegal em Angola
Luanda, 15 jan (Lusa) - O presidente do conselho de administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), Carlos Sumbula, diz que a criação de cooperativas artesanais diamantíferas no leste do país reduziu "drasticamente" a entrada de estrangeiros ilegais, para o garimpo.
A informação foi transmitida sábado à noite, em Luanda, durante o ato central das comemorações dos 36 anos da empresa estatal, que se assinalam hoje, tendo realçado na ocasião que as cooperativas de garimpeiros artesanais com melhor desempenho poderão até ser transformadas em empresas.
"As cooperativas estão efetivamente a fazer com que os estrangeiros não tenham espaço no nosso território, está a reduzir drasticamente a entrada de estrangeiros no nosso país. Achamos que deveríamos meter em prática as orientações do executivo, no sentido de fazer com que aquelas áreas que de alguma forma funcionavam como chamariz dos estrangeiros deviam ser outorgadas aos angolanos, sob forma de cooperativa. E isso está a dar resultados", disse Sumbula.
Em causa estão sobretudo cidadãos da vizinha República Democrática do Congo que entram em Angola pelas fronteiras das províncias diamantíferas da Lunda Norte e Lunda Sul, para o garimpo ilegal de diamantes.
"Com essas cooperativas conseguimos travar o fluxo de congoleses que pretendem vir em Angola. Assim sendo, vamos fazer com que aquelas cooperativas com melhor performance se transformem em pequenas empresas", assegurou.
A Endiama, concessionária estatal diamantífera, vendeu em 2016 mais de nove milhões de diamantes, essencialmente de produção industrial, faturando 1.079 milhões de dólares (1.014 milhões de euros).