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Crescimento do mercado de escritórios em Lisboa cai para metade 1º semestre

Crescimento do mercado de escritórios em Lisboa cai para metade 1º semestre

O crescimento do mercado de escritórios de Lisboa caiu para metade no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2004, com o valor das rendas em subida, revela o último relatório da consultora Jones Lang LaSalle.

Agência LUSA /

O relatório do mercado português, hoje divulgado, indica que até Junho o mercado de escritórios da capital absorveu 54.627 metros quadrados, enquanto no primeiro semestre do ano passado absorveu 95.366 metros quadrados.

O valor semestral deste ano recuou um quinto em relação ao segundo semestre do ano passado, e foi o mais baixo desde 2001, de acordo com os dados da consultora.

A maior absorção registou-se no Corredor Oeste e Periferia, cerca de um terço do total, zona que regista actualmente a média de rendas mais baixa a seguir às zonas secundárias da capital.

De acordo com a Jones Lang, as rendas variaram de forma ligeira no primeiro semestre, e na maioria dos casos em alta.

A zona mais cara manteve-se o centro (Avenida da Liberdade), com a renda "prime" a subir cerca de cinco por cento, para 20 euros por metro quadrado.

No sector do retalho, foram inaugurados desde o princípio do ano quatro empreendimentos, com uma área bruta locável conjunta de 117.500 metros quadrados, menos seis por cento do que em igual período do ano passado.

Este segmento de mercado deverá, contudo, registar um crescimento de quatro por cento no final do ano, na ordem de 191.200 metros quadrados, de acordo com a Jones Lang.

Na habitação, segundo a consultora, os preços mantêm-se "a um nível bastante elevado", variando entre os 1.700 metros quadrados (Madre de Deus, Xabregas, Santa Apolónia) e 3.000 metros quadrados (Campo Grande, Roma, Alvalade), com o valor médio nos 2.188 metros quadrados.

A consultora nota que os preços não têm sido influenciados pela perda de habitantes na capital, na ordem de 100 mil pessoas nos últimos dez anos.

Também na reabilitação urbana e arrendamento, adianta, "o apoio do Estado tem sido pouco eficaz", no sentido de "potenciar o regresso de um número elevado de habitantes à cidade".

O mercado de investimento revela-se "dinâmico", com um "acréscimo significativo" nas transacções imobiliárias, sobretudo nos segmentos de escritórios e retalho, por acção de fundos de investimento locais e investidores internacionais.

No final do primeiro semestre Lisboa tinha a terceira taxa de rentabilidade mais elevada no investimento imobiliário, atrás de Moscovo e Budapeste.

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