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Depois das tempestades, estamos a entrar agora "na primavera da reconstrução", diz CEO do Banco Português de Fomento

Depois das tempestades, estamos a entrar agora "na primavera da reconstrução", diz CEO do Banco Português de Fomento

Gonçalo Regalado rejeita críticas de atrasos, diz que todos os meses vai às regiões afetadas e que o que vê são empresários "satisfeitos, agradecidos e reconhecidos".

Rosário Lira /

Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas

O CEO do BPF dianta que no último mês praticamente não têm chegado candidaturas e que o processo está a entrar "na primavera da reconstrução" e que a verba de 2 mil milhões de euros prevista "será excedentária".

Em entrevista ao programa Conversa Capital, Gonçalo Regalado lembra a rapidez com que o Banco Português do Fomento foi para o terreno e revela que das 10 mil candidaturas apresentadas pelas empresas já foram aprovadas mais 8 mil e atribuídos mais de 1600 milhões de euros. As candidaturas rejeitadas foram menos de 3 por cento do total.
Relativamente ao concurso para modernização da atividade agrícola afetada pelas tempestades através do IFIC (Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade) com um montante de 20 milhões de subvenções, Gonçalo Regalado revela que receberam 70 milhões de euros de candidaturas.
Já quanto à habitação e em concreto aos 4 mil milhões que o BPF tem para apoiar até 2028 a construção e reabilitação de casas a custos acessíveis, incluindo cooperativas de habitação, Gonçalo Regalado diz que há desde já uma boa procura dos municípios e em termos gerais acredita numa boa ativação, mas também adianta: "não há uma bala de ouro para o problema da habitação".
Há vários investimentos à espera do melhor momento para arrancar. Esta é a percepção do CEO do BPF a propósito do impacto da crise do Médio Oriente na economia e nas intenções de investimento das empresas. A esta questão associa também o aumento das taxas de juro.
Ainda assim, Gonçalo Regalado diz que as empresas portuguesas "estão muito melhores e recomendam-se". Adianta que Portugal foi a "economia do ano de 2025" e acredita que em 2026 vai ficar no "top3".
 Relativamente ao crédito concedido, Gonçalo Regalado mostra-se satisfeito com a taxa de incumprimentos registados por comparação com o passado. Diz que mos últimos 18 meses, o BPF concedeu 11 mil milhões de euros a 32 mil empresas. Deste montante de credito atribuído há apenas 16 milhões "com alguma dificuldade", mas ainda fora do processo de recuperação: "isto é o que é fazer bem feito".
Do malparado que herdou do passado, 1050 milhões de euros correspondentes a 16 mil créditos de 13 mil empresas, Gonçalo Regalado revela que cerca de 400 milhões já foram perdidos, mas o remanescente, pretende recuperá-los para não entrarem para a dívida pública.
Nesta entrevista à Antena1 e ao Jornal de Negócios, Gonçalo Regalado deu um nome ao fundo que vai substituir o Fundo de Capitalização e Resiliência será o "Fundo Fundos Portugal". Este novo fundo vai estar operacional em 2027 com um capital superior aos 1050 milhões do Fundo de Capitalização e Resiliência que vai ser executado na totalidade.
Sobre as críticas levantadas pelo Tribunal de Contas não as compreende porque o BPF não está na esfera pública. Não conta para o défice nem para dívida pública. Todas as auditorias são bem-vindas, assegura. Diz que o BPF é a instituição em Portugal com mais reguladores a supervisionar. "Temos mais gente a regular, a supervisionar, a opinar do que a trabalhar".  Adianta que: "Todas estas regulações não jogam. Somos nos que estamos no relvado para ganhar pela seleção nacional de Portugal.... Venham fazer melhor".
Ainda sobre a regulação em geral acrescenta: "Portugal não precisa de opinadores e de um conjunto de recomendadores que não tem provas dadas". Considera que "o modelo que está montado é um modelo de super alheamento da realidade".
Entrevista conduzida por Rosário Lira, da Antena 1, e Paulo Moutinho, do Jornal de Negócios.
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