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Despesa pública e importações fazem economia timorense crescer 4,5% em 2025

Despesa pública e importações fazem economia timorense crescer 4,5% em 2025

A economia timorense cresceu em 2025 4,5%, o valor mais elevado desde 2014, mas continua dependente das importações e da despesa pública, segundo um relatório económico de Timor-Leste hoje divulgado pelo Banco Mundial.

Lusa /

"O desempenho económico fortaleceu-se em 2025, com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não petrolífero de 4,5%, a taxa mais elevada desde 2014, apoiado pela estabilidade política, pela consolidação de grandes investimentos em infraestruturas e pelos primeiros sinais de um setor privado em expansão", lê-se no relatório económico de Timor-Leste.

Mas, segundo o relatório, denominado "Elevando o nível: Como a adesão à ASEAN Pode Apoiar a Transformação Económica de Timor-Leste", a economia é pouco diversificada e está a crescer com base nas importações e fortemente impulsionada pela despesa pública.

"Os ganhos de produção concentram-se nos serviços e na construção civil, enquanto a agricultura e indústria transformadora permanecem fracas" e "grande parte do impulso da procura escorre para o estrangeiro através das importações", salienta o documento.

O relatório destaca também que o investimento privado está ligado a contratos públicos e que a taxa de participação na força de trabalho é de apenas 30,5%, a mais baixas na região da Ásia Oriental e do Pacífico.

O défice da balança comercial de mercadorias atingiu 47% do PIB não petrolífero em 2025. Com importações no valor de 960 milhões de dólares e exportações de apenas 41 milhões.

As receitas do petróleo caíram para apenas 36 milhões de dólares após o encerramento do campo de Bayu-Undan.

 "O que evidencia a diversificação extremamente limitada das exportações do país. As receitas do turismo e as remessas, equivalentes a cerca de 11% do PIB, deram algum apoio, mas continuam a ser demasiado reduzidas para colmatar o défice comercial", refere o documento.

O défice orçamental aumentou para 49% do PIB, com a despesa total a atingir 93% do PIB, com as receitas públicas a financiarem menos de metade da despesa público total.

O relatório salienta que as transferências para as empresas públicas se tornaram um "grande encargo fiscal" e que atingiram 12% do total das despesas, mais do que em educação e saúde e "representam um risco fiscal crescente".

"Em conjunto, estas dinâmicas apontam para um ciclo económico frágil. O crescimento impulsionado pelo Governo aumenta as importações, as importações aumentam o défice externo, o défice é financiado através do Fundo Petrolífero", o que permite níveis elevados de despesas, salienta o Banco Mundial.

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