Dirigentes nas administrações públicas aumentaram 1,3% no final de 2025 - DGAEP

Dirigentes nas administrações públicas aumentaram 1,3% no final de 2025 - DGAEP

O número total de dirigentes nas administrações públicas aumentou 1,3% no final do ano passado, um crescimento que foi mais acentuado na administração regional e local, segundo o boletim estatístico do emprego público.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

De acordo com o documento da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), "em comparação com o período homólogo, em 31 de dezembro de 2025 observou-se um aumento de 1,3% do número total de dirigentes nas administrações públicas, mais significativo na administração regional e local (2,9%)".

Segundo os dados hoje divulgados, no final do ano passado havia 16.115 dirigentes nas administrações públicas, face a 15.910 no final de 2024.

"A idade média global dos dirigentes nos diversos níveis de administração era de 51,8 anos, sendo mais elevada a dos dirigentes superiores de 1.º grau: 55,6 anos", adianta a DGAEP.

Por sua vez, "a administração regional dos Açores e administração local eram os subsetores com a idade média dos dirigentes mais baixa: 48,5 anos e 51,2 anos, respetivamente", acrescenta-se no boletim.

Segundo o documento, "o valor estimado da remuneração base média mensal do total dos dirigentes no setor das administrações públicas, em outubro 2025 era de 3.129,2 euros, tendo registado um aumento de 2,9%, face ao período homólogo, enquanto o ganho médio mensal teve um aumento de 2,4% (3.732,90 euros).

A revisão do SIADAP é um dos compromissos assumidos pelo Governo no novo acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da Administração Pública, assinado em janeiro deste ano, e está prevista arrancar a partir do segundo semestre, assim como a valorização do estatuto remuneratório de dirigentes.

Durante o 14.º Congresso Nacional da Administração Pública, que decorreu entre 21 e 22 de maio, a secretária de Estado da Administração Pública afirmou que o executivo já iniciou o "processo de negociação do estatuto remuneratório dos dirigentes" e prevê começar a fazer este ano "alguns trabalhos preparatórios" relativamente à revisão das carreiras gerais da função pública.

Já sobre a revisão do SIADAP, Marisa Garrido defendeu, nomeadamente, a sua simplificação e admitiu "introduzir novas modalidades de avaliação", lembrando que "existe avaliação primária, avaliação 360 graus" e referindo que a "avaliação de desempenho permite evoluir para a questão do desenvolvimento".

 

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