Economia
Conversa Capital
É preciso encontrar um quadro estável e que a posição do Chega fique clara antes das eleições
Considera que a decisão do primeiro-ministro foi uma decisão pessoal "em circunstâncias anormais" e quanto ao papel da justiça lembra que o que não pode haver são interferências. Considera que foi a melhor opção avançar para a aprovação do Orçamento do Estado para evitar que o país ficasse com decisões paradas. Acrescenta que seria importante concluir o processo de nomeação da nova presidente da ANACOM, que pode ficar em risco com a queda do governo. Olhando para o caso concreto de Sines e para o impacto nas intenções de investimento, Pedro Mota Soares considera que o que aconteceu não foi positivo, mas lembra que Portugal não é caso único e ainda assim, adianta, há outras matérias com mais impacto junto dos investidores como a falta de previsibilidade regulatória e legislativa. Quanto aos preços das telecomunicações para o próximo ano, não se compromete com valores, lembra apenas que a operadora tem vindo sempre a fazer aumentos abaixo da inflação e a cumprir os contratos. Com a entrada do 5G no mercado e o fim da gratuitidade, pretendem continuar a fazer o mesmo até porque, apesar da crise, a procura tem vindo a acompanhar a oferta.
Nesta entrevista, o Secretario Geral da APRITEL deixa ainda ficar um aviso ao próximo governo em relação à Huawei e ao facto de estar a contestar em tribunal a exclusão do 5G. Segundo Pedro Mota Soares, qualquer alteração que haja não pode implicar uma sobrecarga de custos para os privados. Sobre o futuro do mercado nomeadamente com a possível venda da Altice, Pedro Mota Soares não toma posição, mas ainda assim lembra que Portugal com a entrada de novos operadores por via do 5G está a seguir a tendência contraria à união europeia onde a tendência é para a consolidação.
Entrevista de Rosário Lira (Antena 1) e de Hugo Neutel (Jornal de Negócios).