Economia do Japão cresceu 0,5% entre janeiro e março impulsionada por consumo e exportações
O produto interno bruto (PIB) do Japão cresceu a um ritmo de 0,5% entre janeiro e março, em comparação com o período anterior, no segundo trimestre consecutivo de crescimento, impulsionado pela recuperação do consumo e pelas exportações.
O consumo privado, que representa cerca de 60% da economia do país asiático, manteve um crescimento positivo pelo quinto trimestre consecutivo e consolidou-se com um aumento de 0,3%, segundo o relatório preliminar publicado hoje pelo gabinete do Governo do país.
As exportações aumentaram 1,7% em relação ao período de outubro a dezembro, graças às exportações de automóveis para os Estados Unidos, enquanto as importações subiram 0,5% em comparação com o trimestre anterior.
O investimento empresarial também subiu 0,3%, especialmente devido ao aumento das despesas em investigação e desenvolvimento; enquanto o investimento público registou igualmente um crescimento de 1,4% entre janeiro e março.
A uma taxa anualizada, a quarta maior economia mundial registou um crescimento de 2,1%, mas estes números não refletem o impacto da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, que teve início no final de fevereiro.
Após a revelação dos dados, o porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara, afirmou numa conferência de imprensa que o Executivo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, espera que os efeitos das medidas políticas destinadas a atenuar o aumento dos preços, a par do aumento dos salários, "sustentem uma recuperação económica gradual".
O porta-voz acrescentou que Takaichi acompanhará "de perto" o impacto da situação "incerta" no Médio Oriente sobre os preços e a economia japonesa.
"Trabalhamos para evitar que se verifiquem perturbações na atividade económica", disse, apesar de algumas empresas já estarem a ser afetadas.
Neste sentido, Minoru Kihara recordou que o Governo avaliará a possibilidade de elaborar um orçamento suplementar para o ano fiscal em curso, num contexto de crescente preocupação com a saúde orçamental do Japão, a economia mais endividada do G7.