Economia
Eixo franco-alemão força plano saído da Cimeira Europeia
A chanceler alemã e o Presidente francês deram sinal de que estão decididos a fazer “aplicar inteiramente” as decisões da Cimeira da semana passada, vistas por Merkel e Sarkozy como "mais necessárias que nunca". Já após o anúncio do PM grego de levar a referendo a ajuda da União Europeia ao país, um comunicado da chancelaria anunciava para amanhã um encontro do eixo franco-alemão, em Cannes, com representantes das instituições europeias e do FMI. Barroso diz-se confiante que a Grécia irá ao encontro dos seus compromissos.
O encontro desta quarta-feira foi marcado após a divulgação por Atenas da decisão do primeiro-ministro Papandreou de realizar um referendo sobre o novo acordo de ajuda da União Europeia à Grécia, e que de imediato provocou ondas de choque nas bolsas internacionais e na Zona Euro.
Foi ontem que George Papandreou anunciou perante deputados do seu partido (PASOK) que o voto no referendo "será vinculativo", o que, perante o “não do povo grego, levaria à não-promulgação. Angela Merkel está de partida para a cidade francesa de Cannes, onde quinta e sexta-feira se realiza uma reunião do G20
Ao anúncio seguiram-se de imediato as reações de parceiros da Zona Euro, com o sinal mais forte a partir da Alemanha e França: Berlim e Paris estão "decididas a aplicar inteiramente" as decisões alinhavadas na passada semana em Bruxelas, considerando-as "mais necessárias do que nunca".
"Estamos convencidos de que este acordo com a Grécia permite o regresso a um crescimento sustentável da economia, e desejamos que, em consonância com outros parceiros europeus e com o FMI, em breve se estabeleça um calendário para a sua implementação", fez hoje saber o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert. São muitas as vozes na Alemanha que apontam - em caso de uma vitória do “não” grego - para a inevitável saída da Grécia do Euro e, eventualmente, União Europeia
Num sinal inequívoco de que é nas mãos do eixo franco-alemão que estão as rédeas do destino europeu, Merkel e Sarkozy vão, à margem da Cimeira do G-20 de Cannes, desdobrar-se em encontros com representantes das instituições da União Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Governo grego. A União decidiu um novo programa para a Grécia no valor de "cerca de 100 mil milhões de euros", além do perdão de 50 por cento da dívida do país
Na lista de prioridades da chanceler alemã e do Presidente francês está esse imperativo de "tomar todas as medidas necessárias para aplicar rapidamente" as linhas de orientação acordadas na semana passada.
Durão e van Rompuy confiam na Grécia
O anúncio de George Papandreou também motivou reações dos presidentes da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman van Rompuy. Barroso procurou dar um sinal de confiança ao afirmar que acredita no cumprimento, pela Grécia, dos seus compromissos internacionais.
De acordo com um comunicado conjunto emitido esta tarde a partir de Bruxelas, Barroso e van Rompuy estão "plenamente confiantes no cumprimento dos seus compromissos com Zona Euro e a comunidade internacional".
"Estamos convencidos de que este acordo é o melhor para a Grécia", sustentam estes dois responsáveis europeus, lembrando a necessidade de simultaneamente levar a cabo "um programa ambicioso de reformas" que permita colocar o nível de dívida grega nos 120 por cento do PIB em 2020.
Foi ontem que George Papandreou anunciou perante deputados do seu partido (PASOK) que o voto no referendo "será vinculativo", o que, perante o “não do povo grego, levaria à não-promulgação. Angela Merkel está de partida para a cidade francesa de Cannes, onde quinta e sexta-feira se realiza uma reunião do G20
Ao anúncio seguiram-se de imediato as reações de parceiros da Zona Euro, com o sinal mais forte a partir da Alemanha e França: Berlim e Paris estão "decididas a aplicar inteiramente" as decisões alinhavadas na passada semana em Bruxelas, considerando-as "mais necessárias do que nunca".
"Estamos convencidos de que este acordo com a Grécia permite o regresso a um crescimento sustentável da economia, e desejamos que, em consonância com outros parceiros europeus e com o FMI, em breve se estabeleça um calendário para a sua implementação", fez hoje saber o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert. São muitas as vozes na Alemanha que apontam - em caso de uma vitória do “não” grego - para a inevitável saída da Grécia do Euro e, eventualmente, União Europeia
Num sinal inequívoco de que é nas mãos do eixo franco-alemão que estão as rédeas do destino europeu, Merkel e Sarkozy vão, à margem da Cimeira do G-20 de Cannes, desdobrar-se em encontros com representantes das instituições da União Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Governo grego. A União decidiu um novo programa para a Grécia no valor de "cerca de 100 mil milhões de euros", além do perdão de 50 por cento da dívida do país
Na lista de prioridades da chanceler alemã e do Presidente francês está esse imperativo de "tomar todas as medidas necessárias para aplicar rapidamente" as linhas de orientação acordadas na semana passada.
Durão e van Rompuy confiam na Grécia
O anúncio de George Papandreou também motivou reações dos presidentes da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman van Rompuy. Barroso procurou dar um sinal de confiança ao afirmar que acredita no cumprimento, pela Grécia, dos seus compromissos internacionais.
De acordo com um comunicado conjunto emitido esta tarde a partir de Bruxelas, Barroso e van Rompuy estão "plenamente confiantes no cumprimento dos seus compromissos com Zona Euro e a comunidade internacional".
"Estamos convencidos de que este acordo é o melhor para a Grécia", sustentam estes dois responsáveis europeus, lembrando a necessidade de simultaneamente levar a cabo "um programa ambicioso de reformas" que permita colocar o nível de dívida grega nos 120 por cento do PIB em 2020.