Eletricidade dos Açores mantém projeto geotérmico da ilha Terceira

Eletricidade dos Açores mantém projeto geotérmico da ilha Terceira

Ponta Delgada, 04 jul (Lusa) -- Uma central piloto para produção de energia a partir da exploração de recursos geotérmicos deverá começar a funcionar na ilha Terceira dentro de "dois a dois anos e meio", admitiu hoje o presidente da Eletricidade dos Açores (EDA).

Lusa /

Essa unidade, com uma capacidade de 3 MW, aproveitará os fluidos gerados por um dos poços já abertos naquela ilha do grupo Central, que "revelou capacidade produtiva contínua", afirmou Duarte Ponte, em declarações à Lusa no final de uma reunião de responsáveis da Geoterceira, empresa com capital da EDA (50,04 por cento) e da EDP que visa a exploração da energia geotérmica na Terceira, com investigadores e técnicos nacionais e estrangeiros.

Duarte Ponte salientou, no entanto, que esta central apenas avançará depois de serem feitos testes aos furos já realizados, que se deverão prolongar por um ano.

No encontro que decorreu durante dois dias em Angra do Heroísmo, ficou decidido manter o projeto para exploração de energia geotérmica na Terceira, aproximando "o seu processo de desenvolvimento ao modelo adotado em S. Miguel", a única ilha dos Açores onde é produzida eletricidade através da utilização de recursos geotérmicos.

Por essa razão, segundo Duarte Ponte, a central piloto só avançará depois da realização de testes e pesquisas que permitam avaliar a capacidade dos furos já realizados.

O presidente da EDA, que preside também ao Conselho de Administração da Geoterceira, assegurou igualmente que se mantém o objetivo inicial de instalação na Terceira de uma capacidade de produção de eletricidade com base na geotermia da ordem dos 10 MW, mas agora remetido para uma fase posterior.

Na fase de teste e na implantação da central piloto deverão ser investidos entre "seis a sete milhões de euros", salientando Duarte Ponte que, se o projeto tiver o desenvolvimento esperado, a geotermia passará a assegurar entre 12 a 15 por cento da consumo elétrico da Terceira dentro de dois a dois anos e meio.

Em 2011, as centrais geotérmicas da ilha de S. Miguel garantiram a produção de cerca de 21 por cento da eletricidade consumida nos Açores, segundo dados da elétrica regional.

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