Empresas do Ave e Cávado reivindicam mil milhões do 2020 para exportação
O presidente do Conselho Empresarial do Ave e do Cávado (CEDRAC) reivindicou hoje mil milhões de euros do novo quadro comunitário Portugal 2020 para as empresas da região que, disse, representa 33,6% das exportações do Norte do país.
"Exportamos 33,6% das exportações do Norte, mas também valemos 33% da indústria do Norte. Se temos essa capacidade, é legítimo pensar que um terço das verbas do 2020 [destinadas à exportação no Norte] venham para nós", disse à Lusa João Albuquerque.
O presidente do CEDRAC, que quarta-feira promove uma conferência em Barcelos sobre inovação e competitividade empresarial no âmbito do 2020, salientou que um terço das verbas deve então ser canalizado para a região do Ave e Cávado, "especialmente para as empresas que ainda não começaram a exportar" e para projetos conjuntos que assim conseguirão massa crítica.
"Queremos que a região altamente exportadora do Ave e Cávado usufrua desses mil milhões", acrescentou o responsável da entidade constituída por nove associações que representam mais de 80 mil empresas e cerca de 22 mil milhões de euros em volume de negócios.
Para preparar o novo quadro comunitário Portugal 2020, o CEDRAC, em parceria com o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), promove uma conferência com o objetivo de informar empresas e empresários sobre os incentivos ao empreendedorismo, investimento em novos projetos e os apoios à especialização inteligente.
"Esta é uma conferência que pode ter uma influência muito significativa nos futuros empreendedores do país e incentivá-los a novas apostas empresariais", destacou João Albuquerque.
Inovação, competitividade, design e inovação tecnológica são alguns dos temas que a serem debatidos quarta-feira a partir das 9:30 no Centro de Investigação em Jogos Digitais no Campus do IPCA em Barcelos.
Da lista de oradores fazem parte João Carvalho, presidente do IPCA, João Albuquerque, presidente do CEDRAC, Alexandre Almeida, assessor da Comissão Diretiva do ON.2, João Miranda, presidente da FRULACT e João Cortez, presidente da CELOPLÁS.