Empresas poupam com programas "open source" - Comissão Europeia

Empresas poupam com programas "open source" - Comissão Europeia

A utilização de programas "open source" (código aberto) pelas empresas pode ajudar a poupanças consideráveis, resultando num impacto positivo na competitividade na Europa, indica relatório publicado pela Comissão Europeia.

Agência LUSA /

No entanto, é necessário um esforço no investimento inicial a curto prazo para poder passar do sistema proprietário para o de "open source" e na maioria dos casos os custos a longo prazo seriam consideravelmente reduzidos, ao deixar sistemas proprietários, como por exemplo, o da Microsoft.

O relatório, intitulado "O impacto do software open source sobre a inovação e a competitividade do sector das tecnologias de informação e da comunicação na União Europeia", prevê que haja um aumento massivo de investimentos europeus para que o desenvolvimento deste tipo de software se possa fazer.

Pode ler-se no relatório que um aumento na ordem dos 20 a 40 por cento destes investimentos permitiria que houvesse um "aumento de 0,1 por cento por ano no PIB na União Europeia".

No entanto, empresas como a Microsoft argumentam que o "open source" nem sempre é sinónimo de poupança.

Uma campanha lançada em 2004 pela empresa, a Get the Facts, dava exemplos de software próprio (da Microsoft) mais barato e mais fiável que produtos "open source".

Apesar de haver empresas que vendem produtos em "open source" e serviços associados, grande parte do software deste tipo é produzido e distribuído de graça por programadores voluntários.

Este tipo de software inclui sistemas operativos, como o Linux, e programas com aplicações de processamento de texto e folhas de cálculo, o OpenOffice.

Segundo o estudo, o número de programas "open source" já existentes, terá tido um custo de produção de cerca de 12 mil milhões de euros.

O estudo sublinha a necessidade de corrigir as políticas e práticas actuais que implícita ou explicitamente favorecem o software proprietário.

Como tal, além de haver uma necessidade de incentivar a indústria do "open source", seria também recomendável que este tipo de software fosse implementado nas escolas, diz o relatório. Isto permitiria que houvesse, face à tecnologia de informação, "uma atitude favorecendo a capacidade de criação e de participação activa, em vez da habitual atitude de consumo".

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